A maior alta desde 1933 nos EUA
Segundo estudo do Laboratório de Orçamento da Universidade de Yale, os consumidores americanos já enfrentam uma taxa média de 18,6% sobre os produtos adquiridos em 2025, o maior patamar desde 1933. Em janeiro, essa média era de apenas 2,4%, o que representa um aumento de 16,2 pontos percentuais em apenas oito meses.
Essa elevação reflete diretamente nos preços. Os vestuários, por exemplo, tiveram aumento de 37%, enquanto o couro e seus derivados, como calçados e bolsas, subiram 39%. No setor têxtil, a alta foi de 21%. A expectativa é que, até 2028, mesmo com ajustes de mercado, os preços permaneçam significativamente mais altos: 19% para couro, 18% para vestuário e 11% para têxteis.
O setor alimentício também sente os efeitos. Os preços devem subir 3,2% no curto prazo, até 2027, e permanecer 2,9% mais elevados em 2028. Já os veículos automotores, cujo preço médio de um carro novo nos EUA foi de US$ 48 mil (R$ 262 mil) em 2024, devem encarecer US$ 6 mil (R$ 32,7 mil) até 2027 e US$ 4,5 mil (R$ 24,5 mil) até 2028.
Metais e produtos agrícolas lideram a alta. O preço dos metais pode subir até 41% em 2027 e 17% em 2028, enquanto as safras agrícolas devem encarecer 31,5% e 18% nos mesmos períodos.


