Pix virou o centro da conversa
Pix é um jeito simples e rápido de transferir dinheiro e fazer pagamentos, pelo celular, a qualquer hora e dia, com confirmação em segundos. Em vez de digitar dados de agência e conta, usa-se uma “chave” (telefone, e-mail, CPF/CNPJ) ou um QR code. O dinheiro sai de uma conta e chega à outra na mesma hora, o que os técnicos chamam de “liquidação instantânea”. No Brasil, a ferramenta já faz parte da rotina de milhões de pessoas e movimenta trilhões de reais por ano, reduzindo a necessidade de dinheiro vivo e, muitas vezes, substituindo o uso do cartão.
Esse histórico chamou a atenção das autoridades mexicanas que, durante o fórum empresarial, procuraram entender o funcionamento operacional do Pix e suas regras de segurança. O interesse surgiu após reuniões na semana passada entre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o chanceler mexicano, Juan Ramón de la Fuente, e José Antonio Peña Merino, chefe da Agência de Transformação Digital e Telecomunicações do México. Desse diálogo saiu um memorando de entendimento — um documento que registra a intenção de cooperação — para impulsionar o desenvolvimento de sistemas de pagamento digital inspirados no modelo brasileiro.
O acordo não significa que o Pix chegará rapidamente ao México, já que cada país tem leis, infraestrutura e prioridades próprias. A proposta é trocar experiências, códigos de boas práticas e soluções que possam ser adaptadas ao cenário mexicano.


