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Receita Federal cria identificador único para imóveis no Brasil

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O que muda na cobrança de impostos

Uma das principais dúvidas da população é se o novo cadastro vai aumentar os impostos pagos pelos proprietários. Em teoria, a criação do CIB não altera as alíquotas nem muda a forma de tributação já definida por lei. A novidade não cria novos tributos e não traz aumento automático de valores.

O impacto maior será na fiscalização. Hoje, muitas transações de compra, venda ou aluguel ocorrem de forma informal, ou sem o registro adequado. Com o CIB, esses dados ficarão mais visíveis e organizados, o que tende a reduzir omissões. Dessa forma, situações em que valores são subdeclarados ou propriedades não são informadas ao fisco terão menos espaço para acontecer.

Outro ponto relevante está na diferença entre o valor venal de um imóvel — aquele utilizado pela prefeitura para calcular o IPTU — e o valor de mercado, que costuma ser bem mais alto. Em várias cidades, essa diferença é grande e abre espaço para distorções. Com o cruzamento de dados, a tendência é que os valores oficiais se aproximem mais do valor real, o que pode influenciar no cálculo de impostos como IPTU, ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) e até em processos de doação e herança.

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Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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