Inflação futura em trajetória de queda
O Relatório Focus também trouxe revisões nas expectativas para os próximos anos. A projeção para 2026 ficou em 4,30%, levemente abaixo da semana anterior. Para 2027, a estimativa passou de 3,94% para 3,93%, enquanto para 2028 caiu de 3,80% para 3,70%.
No caso do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado como referência em contratos de aluguel e reajustes de tarifas, a previsão para 2025 subiu de 1,14% para 1,15%, e para 2026 foi mantida em 4,23%.
Preços administrados e impacto regulatório
O relatório também apontou que a expectativa para os preços administrados dentro do IPCA em 2025 permaneceu em 4,68%. Esses preços incluem tarifas como energia elétrica, combustíveis e transporte público, que são regulados ou influenciados pelo governo.
Para os anos seguintes, as projeções são de 4% em 2026 e 2027 e de 3,70% em 2028. Esses valores refletem a importância de políticas regulatórias e fiscais no comportamento da inflação no médio prazo.
Contexto internacional
As revisões apresentadas no boletim também consideram o cenário externo. Nas últimas semanas, o mercado acompanhou dados da economia chinesa, falas do Federal Reserve nos Estados Unidos e a crise política na França, fatores que impactam diretamente a percepção de risco e o fluxo de capitais para países emergentes como o Brasil.
Esses elementos ajudam a explicar ajustes nas projeções de câmbio e juros, mostrando que a política monetária brasileira está conectada a um ambiente global volátil.
Perspectivas para o cenário econômico
Com a estabilidade da inflação projetada em 4,85% para 2025, o Relatório Focus sugere que o mercado aguarda sinais mais claros do Banco Central em relação aos próximos passos da política monetária. A manutenção da Selic em patamares elevados reforça a estratégia de conter pressões inflacionárias em um contexto de incerteza doméstica e internacional.


