Santa Catarina combina alta renda com menor desigualdade
O cenário é bem diferente em Santa Catarina. Em 2022, o rendimento domiciliar per capita do Estado foi de R$ 2.220, também em valores nominais. Isso significa que, em média, cada morador teria essa renda mensal se o total do que as famílias recebem fosse dividido igualmente. O valor é 35,5% maior que a média nacional, colocando o Estado em segundo lugar no ranking de rendimentos.
Mas o destaque catarinense está na distribuição. O índice de Gini foi de 0,452, o menor do país, o que mostra uma diferença menor entre ricos e pobres. Mesmo com bons níveis de renda, o Estado consegue distribuir melhor o que é produzido, reduzindo as desigualdades internas.
Outros dois Estados do Sul também aparecem com bons resultados. O Rio Grande do Sul teve o quarto maior rendimento domiciliar per capita, de R$ 2.042, e o terceiro menor índice de Gini, de 0,482. Já o Paraná registrou R$ 1.965 de rendimento per capita, o quinto maior, e o segundo menor índice de Gini, também de 0,482.
Esses números fazem da região Sul a menos desigual do Brasil, com índice médio de 0,476. Em contraste, as regiões Norte e Nordeste tiveram as maiores desigualdades, com índices de 0,545 e 0,541, respectivamente.


