Efeito direto no Brasil
Câmbio e custo de importações
Uma valorização do dólar frente ao real implica que importados ficam mais caros para empresas brasileiras. Em julho de 2025, o real já sofreu desvalorização de 2% após anúncio de tarifas de 50% por parte dos EUA sobre produtos brasileiros, passando a valer cerca de R$ 5,60 por US$ 1.
Se o dólar subir de R$ 5,60 para, por exemplo, R$ 5,80, um insumo importado com custo de US$ 10 passaria de R$ 56,00 para R$ 58,00, elevando pressão sobre margens ou repasses de preço.
Crédito mais caro e risco de aperto financeiro
Com o dólar mais valorizado e a incerteza externa, juros globais podem subir ou permanecer elevados. Isso eleva o custo de captação para empresas brasileiras que dependem de financiamento internacional ou de instrumentos atrelados a risco global. Richard Ionescu, CEO do Grupo IOX, alerta que esse cenário reduz margens de manobra e exige maior seletividade dos investidores.
Exportações e commodities
Se os preços das commodities se mantiverem firmes ou subirem, o Brasil pode colher fluxo favorável. A economista Quartaroli menciona que o impacto pode ser moderado se houver de fato fluxo positivo vindo das exportações via preço de commodities.
No entanto, tarifas prévias impostas pelos EUA já afetam alguns setores brasileiros exportadores. Em julho de 2025, os EUA impuseram tarifa de 50% a produtos brasileiros, o que causa pressão adicional sobre competitividade.


