Escalada militar e reações da Venezuela
A decisão de Trump vem acompanhada de uma forte movimentação militar dos EUA no Caribe. Nas últimas semanas, o governo americano enviou navios de guerra, aviões e cerca de quatro mil soldados para a região, próxima à costa venezuelana. A presença das tropas aumentou o temor de uma ofensiva armada.
Na terça-feira, 14 de outubro, um ataque a um barco em águas internacionais deixou seis mortos. Segundo Trump, a embarcação “traficava narcóticos e estava associada a redes terroristas”. A Venezuela, por outro lado, afirma que as vítimas eram pescadores e pediu à ONU (Organização das Nações Unidas) uma investigação independente sobre o episódio.
Em pronunciamento na televisão, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, criticou duramente as declarações americanas. “Que nenhum agressor ouse tocar nosso território. Aqui está o povo de Bolívar, pronto para defender a pátria sob qualquer circunstância”, afirmou. O governo de Maduro classificou a autorização dada à CIA como uma ameaça direta à soberania do país.
Organizações internacionais também reagiram. A Human Rights Watch declarou que os bombardeios promovidos pelos EUA violam o direito internacional, configurando “execuções extrajudiciais ilegais”. O tema foi levado ao Conselho de Segurança da ONU, que manifestou preocupação com a morte de civis e com o risco de um conflito regional.


