Impasse nas negociações motiva paralisação
A greve foi aprovada após a rejeição da segunda contraproposta da Petrobras para o Acordo Coletivo de Trabalho. Segundo os sindicatos, o texto apresentado pela empresa não trouxe avanços nos principais pontos discutidos ao longo das negociações.
Um dos temas centrais é a situação dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros, fundo de pensão dos empregados da estatal. Os PEDs são mecanismos criados para cobrir déficits financeiros e resultam em descontos mensais nos benefícios de aposentados e pensionistas, reduzindo a renda dessas pessoas. O assunto vem sendo debatido há quase três anos entre trabalhadores, governo e entidades representativas.
Outro ponto de insatisfação envolve o plano de cargos e salários. Os sindicatos cobram garantias de recomposição salarial sem a aplicação de regras de ajuste fiscal, que podem limitar correções ou impedir ganhos reais.
Também faz parte das reivindicações a chamada pauta pelo Brasil Soberano, que defende a manutenção da Petrobras como empresa pública, com atuação estratégica voltada ao fortalecimento da estatal e ao desenvolvimento nacional.
Segundo a FUP, além de não responder de forma objetiva a esses temas, a proposta da empresa deixou pendências acumuladas ao longo do processo de negociação.


