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Desemprego cai ao menor nível da história no Brasil e 20 estados registram recorde

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Em 2025, a taxa de desemprego no Brasil atingiu o menor nível já registrado, e a maioria dos estados também apresentaram resultados históricos. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), o índice anual de desocupação ficou em 5,6%, abaixo dos 6,6% registrados em 2024.

Desemprego cai ao menor nível em 20 estados do Brasil
Esse resultado representa um marco importante para o mercado de trabalho brasileiro, já que 20 das 27 unidades da federação tiveram a menor taxa desde o início da série histórica | Foto: Reprodução / Canva

A Pnad Contínua é o principal levantamento oficial sobre emprego e renda no Brasil, que acompanha, ao longo do tempo, quantas pessoas estão trabalhando, procurando emprego ou fora do mercado, o que permite medir a situação real da população.

Estados com menor e maior desemprego mostram diferenças regionais

Apesar da melhora geral, ainda há diferenças importantes entre as regiões. Os menores níveis de desemprego em 2025 foram registrados em:

  • Mato Grosso, com 2,2%;
  • Santa Catarina, com 2,3%;
  • Mato Grosso do Sul, com 3%.

Esses estados têm economias fortemente ligadas ao agronegócio, à indústria e aos serviços, setores que vêm mantendo boa geração de vagas. Por outro lado, os maiores índices foram observados em:

  • Piauí, com 9,3%;
  • Bahia, com 8,7%;
  • Pernambuco, com 8,7%.

Essas regiões enfrentam desafios maiores, como menor presença industrial e maior informalidade, o que dificulta a criação de empregos com carteira assinada.

Mesmo assim, a Bahia, por exemplo, atingiu sua menor taxa histórica, mostrando que houve melhora mesmo nos estados com números mais elevados.

Entre os estados que bateram recorde de menor desemprego estão São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, além de várias unidades do Norte e Nordeste, como Ceará, Maranhão e Pará. Esse avanço é resultado da recuperação da economia, do aumento das atividades produtivas e da ampliação do número de pessoas ocupadas.

Mais pessoas conseguiram trabalho ao longo do ano

Outro dado que mostra a melhora é a redução do número de brasileiros que procuram emprego há muito tempo. No final de 2025, cerca de 1,1 milhão de pessoas estavam buscando trabalho há dois anos ou mais, número menor que os 1,3 milhão registrados no ano anterior. Isso representa uma queda de quase 20%.

Também diminuiu o número de pessoas que estavam procurando trabalho há pouco tempo. No quarto trimestre de 2025, 1,1 milhão estavam nessa situação, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024.

Aumento da renda ajudou a impulsionar o emprego

Segundo o IBGE, um dos fatores que ajudaram a reduzir o desemprego foi o aumento da renda da população. Esse movimento faz com que empresas aumentem a produção e contratem mais trabalhadores. Mas, apesar do resultado positivo, ainda existem desafios importantes. Em algumas regiões, principalmente no Norte e Nordeste, muitos trabalhadores estão em ocupações informais, sem carteira assinada e sem direitos trabalhistas.

Isso significa que, mesmo com mais pessoas trabalhando, parte delas ainda enfrenta dificuldades, como renda menor e falta de estabilidade. Além disso, há trabalhadores que atuam menos horas do que gostariam ou em atividades com baixa produtividade.

Resultado reforça melhora recente do mercado de trabalho

A taxa de desemprego de 5,6% em 2025 é uma das mais baixas já registradas no país. No último trimestre do ano, o índice ficou ainda menor, em 5,1%, mostrando que o cenário continuou melhorando.

Com mais pessoas empregadas, a tendência é que a economia também ganhe força, já que o emprego está diretamente ligado ao consumo e ao crescimento econômico. No entanto, é importante manter políticas que incentivem empregos formais e melhorem a qualidade das vagas, garantindo mais estabilidade e renda para a população.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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