Caso a Enel saia do comando, melhora ou piora?
A substituição da Enel não garante uma melhora imediata, pois o problema central de São Paulo envolve uma infraestrutura antiga que exige bilhões em investimentos. Se uma nova empresa assumir, o benefício seria a entrada de um gestor com maior capacidade de mobilização de equipes e manutenção preventiva, enviando um sinal ao mercado de que falhas graves geram punições reais.
Por outro lado, o processo de transição é tecnicamente complexo e demorado, um novo operador levaria meses para mapear os pontos críticos da rede, o que poderia gerar instabilidade no serviço durante a fase de adaptação.
Além disso, a saída da empresa levanta um debate sobre segurança jurídica e custos operacionais. Embora a caducidade da concessão possa trazer um alívio político e social, ela pode afastar investidores estrangeiros que temem intervenções estatais em contratos de longo prazo.
O desafio real, independentemente de quem opere o serviço, continua sendo o enfrentamento de eventos climáticos extremos e a necessidade urgente de enterrar a fiação ou realizar podas preventivas sistemáticas, soluções que possuem um custo elevadíssimo e que impactam diretamente o valor das tarifas pagas pelo consumidor.


