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Juiz de Fora decreta estado de calamidade pública: entenda o impacto na sociedade

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Na madrugada desta terça-feira, 24 de fevereiro, a prefeita de Juiz de Fora (MG), Margarida Salomão, decretou estado de calamidade pública em decorrência dos temporais que atingiram a cidade.

O mês de fevereiro tem sido registrado como o mais chuvoso da história. Até o momento, já foram confirmadas 18 mortes, 20 soterramentos e mais de 100 pessoas desabrigadas. A medida tem validade de 180 dias e foi confirmada após o Rio Paraibuna transbordar e isolar diversos bairros.

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Segundo divulgado pelas autoridades, o volume acumulado de chuva chegou à marca de 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado na história do município | Foto: Reprodução/Prefeitura Juiz de Fora
Segundo estimativas divulgadas pelas autoridades, o volume acumulado de chuva chegou à marca de 584 milímetros, tornando fevereiro de 2026 o mês mais chuvoso já registrado | Foto: Reprodução/Prefeitura Juiz de Fora

O que é o estado de calamidade pública?

Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), ele é declarado quando o impacto de um desastre é tão grande que impacta a capacidade de resposta da administração pública.

Essa classificação é diferente da “situação de emergência” que ocorre quando o poder público ainda pode ajudar. Ou seja, o decreto de calamidade flexibiliza refras fiscais, acesso a recursos federais e agilidade administrativa, que facilita processos para respostas urgentes ao desastre.

Impacto das chuvas na vida da população de Juiz de Fora

O volume total acumulado atingiu 584 milímetros, o que representa quase quatro vezes a mais do que a média histórica da cidade. Durante o período, foram registradas mais de 211 ocorrências relacionadas a deslizamentos, soterramentos e riscos estruturais.

O impacto sobre a população de Juiz de Fora vai muito além dos danos materiais visíveis, atingindo profundamente o bem-estar psicológico e a rotina das famílias. A sensação de insegurança torna-se constante, especialmente para quem vive em áreas de encosta ou próximas a córregos, onde cada nova chuva traz o medo de novos deslizamentos ou inundações.

Esse estado de alerta permanente gera um estresse coletivo que sobrecarrega não apenas a Defesa Civil, mas também o sistema de saúde mental e a rede de assistência social, que precisa lidar com o acolhimento de pessoas desabrigadas que perderam, em poucas horas, o resultado de anos de trabalho.

Além do trauma emocional, a calamidade desorganiza a logística de sobrevivência do cidadão comum. O fechamento de vias e a interrupção do transporte público dificultam o acesso ao trabalho e a serviços essenciais, como hospitais e escolas, muitas vezes isolando bairros inteiros.

Para as famílias de baixa renda, o impacto é devastador: o custo de vida sobe com a escassez de produtos e a perda de eletrodomésticos ou móveis representa um retrocesso financeiro difícil de recuperar sem auxílio governamental. A cidade, em estado de calamidade, deixa de ser um espaço de convivência para se tornar um cenário de gestão de riscos, onde a prioridade máxima passa a ser a preservação da vida. Até o momento, a Defesa Civil revelou que ao menos 440 pessoas estão desabrigadas.

Entenda mais do que está acontecendo na cidade através do vídeo a seguir:

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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