Para entender como esse investimento chega à ponta, é preciso compreender o funcionamento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A CDE funciona como um fundo setorial alimentado por encargos incluídos nas faturas de energia de todos os brasileiros. Embora muitas vezes visto apenas como um custo na conta de luz, esse fundo é o motor que financia políticas públicas essenciais, como os subsídios para a baixa renda e o Luz para Todos.
O uso desses R$ 2,57 bilhões assegura que as concessionárias de energia tenham os recursos necessários para realizar obras que, sob a ótica estritamente comercial, seriam inviáveis. Levar energia a comunidades remotas exige obras caras, que não se pagariam apenas com a tarifa dessas famílias. Por isso, o fundo cobre parte dos custos. O governo atua como financiador dessas obras, usando recursos da CDE.