Essa movimentação no México pode impactar o Brasil de alguma forma?
Para o Brasil, o caso mexicano funciona como um espelho e um laboratório. Estamos vivendo um momento de forte debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 36 ou 40 horas semanais.
Ver o México lidar com uma reforma que a oposição entende como apressada e incompleta serve de alerta e mostra que não basta reduzir as horas, é preciso garantir que isso não empurre mais uma parcela da população para o trabalho informal e que a produtividade suba por meio de tecnologia e gestão, não apenas pelo cansaço físico.
Além disso, existe um fator de competitividade. Brasil e México disputam os mesmos investimentos estrangeiros na América Latina. Se o México conseguir se reformar e equilibrar a vida do trabalhador sem quebrar as empresas, o Brasil terá que correr atrás para não ficar com uma legislação “velha” e menos atraente.
Por outro lado, se a reforma deles falhar, o Brasil pode aprender com os erros e implementar mudanças mais sólidas, atraindo empresas que buscam ambientes com menor risco de greves e maior estabilidade social.


