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Jornada de 40 horas no México: entenda o impacto e como pode refletir no Brasil

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Essa movimentação no México pode impactar o Brasil de alguma forma?

Para o Brasil, o caso mexicano funciona como um espelho e um laboratório. Estamos vivendo um momento de forte debate sobre o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 36 ou 40 horas semanais.

Ver o México lidar com uma reforma que a oposição entende como apressada e incompleta serve de alerta e mostra que não basta reduzir as horas, é preciso garantir que isso não empurre mais uma parcela da população para o trabalho informal e que a produtividade suba por meio de tecnologia e gestão, não apenas pelo cansaço físico.

Além disso, existe um fator de competitividade. Brasil e México disputam os mesmos investimentos estrangeiros na América Latina. Se o México conseguir se reformar e equilibrar a vida do trabalhador sem quebrar as empresas, o Brasil terá que correr atrás para não ficar com uma legislação “velha” e menos atraente.

Por outro lado, se a reforma deles falhar, o Brasil pode aprender com os erros e implementar mudanças mais sólidas, atraindo empresas que buscam ambientes com menor risco de greves e maior estabilidade social.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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