Concorrência deve pressionar preços
Até pouco tempo, tratamentos com semaglutida podiam ultrapassar R$ 900 por caneta nas marcas originais. Com a entrada de empresas nacionais, o mercado já observa reduções importantes.
Os fatores que favorecem preços mais competitivos incluem:
- Maior número de fabricantes;
- Produção nacional ou distribuição local;
- Disputa por participação de mercado;
- Maior poder de negociação das redes de farmácias.
Embora Semavy e Ozivy sejam classificados pela Anvisa como medicamentos novos, e não como genéricos, a competição entre diferentes fabricantes tende a beneficiar o consumidor.
Impacto para os grandes laboratórios
A chegada da Hypera reforça a transformação do mercado brasileiro de agonistas do receptor GLP-1.
Os principais impactos esperados incluem:
- Redução da concentração de mercado nas mãos das multinacionais;
- Maior presença da indústria farmacêutica brasileira em medicamentos de alta tecnologia;
- Necessidade de estratégias comerciais mais agressivas por empresas como Novo Nordisk e Eli Lilly;
- Ampliação dos investimentos em inovação e novos medicamentos para obesidade e diabetes.
O crescimento da concorrência também pode acelerar lançamentos de novas moléculas e estimular descontos em programas de fidelidade.
Consumidor terá mais opções
Para pacientes, a ampliação da oferta representa benefícios além do preço.
Entre eles:
- Maior disponibilidade nas farmácias;
- Menor risco de desabastecimento;
- Possibilidade de escolha entre diferentes fabricantes;
- Expansão do acesso ao tratamento.
O governo federal também acompanha o avanço dos registros, já que novos medicamentos poderão futuramente ser avaliados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) para eventual oferta na rede pública.


