Aumento para cobrir despesas
De acordo com a Aneel, boa parte do reajuste é resultado de chamados itens financeiros, que representam despesas temporárias que entram no cálculo da tarifa por apenas um ano.
Esses valores funcionam como um acerto de contas. Quando a distribuidora gasta mais do que foi previsto para comprar e transportar energia ou para pagar encargos obrigatórios, a diferença pode ser considerada no reajuste seguinte.
No caso da Enel São Paulo, a agência explicou que houve necessidade de compensar esses custos extras porque a arrecadação obtida com a tarifa anterior não foi suficiente para cobrir todas as despesas da empresa. Mesmo com o aumento aprovado, a Aneel destaca que o reajuste faz parte do modelo de funcionamento do setor elétrico brasileiro e ocorre anualmente para todas as distribuidoras, embora os percentuais variem conforme a situação financeira de cada empresa.
Para os consumidores, o impacto será percebido na conta de luz emitida após o início da vigência da nova tarifa e o valor final vai depender do consumo de energia de cada residência ou empresa.
Quem utiliza muitos aparelhos elétricos, como ar-condicionado, chuveiro elétrico e equipamentos ligados durante boa parte do dia, poderá sentir um aumento maior no valor pago ao final do mês.


