A Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória (MP) nº 1.344/2026, que abre um crédito extraordinário de R$ 10 bilhões no Orçamento da União para financiar a redução do preço do óleo diesel. A proposta foi aprovada sem alterações e agora segue para análise do Senado Federal. Caso seja confirmada pelos senadores, continuará garantindo recursos para a subvenção econômica até 31 de dezembro de 2026.
A iniciativa foi apresentada pelo governo federal como resposta ao aumento das cotações internacionais do petróleo provocado pelas tensões geopolíticas no Oriente Médio, fator que elevou o custo dos combustíveis em diversos países e pressionou os preços internos no Brasil.

O que prevê a medida provisória
A Medida Provisória autoriza a abertura de crédito extraordinário de R$ 10 bilhões destinado ao Ministério de Minas e Energia para custear uma subvenção econômica ao óleo diesel de uso rodoviário.
Entre os principais pontos estão:
- Crédito extraordinário de R$ 10 bilhões;
- Recursos provenientes do superávit financeiro de 2025 (sem aumento imediato de impostos);
- Vigência da subvenção até 31 de dezembro de 2026;
- Objetivo de reduzir o preço final do diesel comercializado no país;
- Texto aprovado sem modificações pela Câmara.
Segundo informações divulgadas durante a tramitação da proposta, a subvenção poderá chegar a R$ 1,12 por litro de diesel rodoviário, conforme regulamentação do programa pelo Poder Executivo.
Impacto para a economia e o seu bolso
O diesel responde por uma parcela significativa dos custos logísticos brasileiros, já que aproximadamente 65% da carga transportada no país utiliza o modal rodoviário, segundo dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Por isso, oscilações no preço do combustível repercutem rapidamente sobre toda a cadeia produtiva e chegam ao consumidor final.
Entre os segmentos diretamente beneficiados estão:
- Transporte rodoviário de cargas e caminhoneiros autônomos;
- Agronegócio e produção de alimentos;
- Transporte coletivo urbano e intermunicipal;
- Construção civil, indústria e comércio.
A redução do custo do diesel diminui a pressão sobre o frete, preservando a margem operacional das empresas e contendo o repasse de custos para as prateleiras.
Benefícios esperados para os consumidores
Embora o subsídio incida sobre o combustível, os efeitos mais sentidos pela população chegam no dia a dia e nas contas do mês.
Os principais impactos esperados incluem:
- Alívio nas idas ao supermercado: menor pressão sobre a inflação de alimentos e itens de hortifrúti;
- Proteção do frete: redução do custo operacional para caminhoneiros e transportadoras;
- Preços de passagens: menor impacto sobre as tarifas de transporte coletivo (dependendo das políticas municipais e estaduais);
- Controle da inflação geral (IPCA): contenção de preços em produtos transportados por rodovias.
Impactos para a indústria
A indústria brasileira também ganha fôlego, especialmente os setores com alta dependência de transporte e distribuição.
Reflexos no setor produtivo:
- Redução dos custos logísticos de distribuição;
- Maior previsibilidade para contratos de frete de longo prazo;
- Menor pressão sobre os custos de matéria-prima e produtos acabados;
- Melhora na competitividade das empresas nacionais.
Empresas ligadas ao agronegócio, mineração, alimentos, varejo e construção civil figuram entre as mais sensíveis às oscilações do diesel.
Próximos passos
Após a aprovação na Câmara dos Deputados, a medida provisória segue para análise do Senado Federal.
Como toda MP, ela já possui força de lei e produz efeitos imediatos, mas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional dentro do prazo constitucional para ser convertida definitivamente em lei. Caso não seja votada a tempo, ou seja, rejeitada, perderá sua validade.


