O país precisa olhar com mais atenção para quem ficou para trás
É indispensável criar programas nacionais de requalificação profissional voltados aos trabalhadores com mais de cinquenta anos, aproximando universidades, institutos federais, empresas e centros de inovação. O conhecimento precisa acompanhar a velocidade da transformação tecnológica.
Os indicadores econômicos continuarão sendo fundamentais. Nenhuma nação pode abrir mão deles. Mas é preciso reconhecer seus limites.
Nenhum índice é capaz de medir a frustração de um pai que perdeu o emprego, a ansiedade de uma família endividada, o fechamento de um pequeno comércio ou a esperança de quem procura uma oportunidade e não a encontra.
Quando a estatística anuncia prosperidade e a população experimenta dificuldades cada vez maiores, não basta celebrar os números.
É preciso ouvir a realidade. Porque, no fim das contas, uma economia só pode ser considerada forte quando seus resultados chegam à mesa das famílias, fortalecem o comércio, geram empregos de qualidade e devolvem às pessoas aquilo que nenhum indicador consegue calcular: a esperança no futuro.


