Guerra no Oriente Médio pressiona o preço do petróleo
Nesta quinta-feira, o barril do tipo Brent, referência internacional para o petróleo, chegou a US$ 101,16, cerca de R$ 562, durante o dia. Por volta das 12h36, os contratos para entrega em setembro eram negociados a US$ 100,88 (aproximadamente R$ 560), após avanço de 7,24%.
O principal motivo da valorização é a continuidade dos ataques dos Estados Unidos contra o Irã. Segundo o governo norte-americano, as operações têm como objetivo reduzir a capacidade do país de ameaçar o transporte de embarcações no Estreito de Hormuz.
O local tem importância estratégica para o comércio mundial, já que cerca de 20% de todo o petróleo produzido no planeta passa por essa passagem marítima. Quando existe o risco de bloqueio ou interrupção da rota, cresce a preocupação de que parte da produção deixe de chegar aos compradores, reduzindo a oferta disponível.
A tensão aumentou depois que a Guarda Revolucionária do Irã informou que um petroleiro sofreu uma explosão ao tentar atravessar uma área ao sul do Estreito de Hormuz. Segundo o relato, a embarcação navegava por uma rota com minas. A origem do navio não foi informada. Além disso, drones lançados pelo Irã foram interceptados no Kuwait.
Os confrontos entre Estados Unidos e Israel contra o Irã começaram em 28 de fevereiro. Nas últimas semanas, porém, os bombardeios voltaram a ocorrer após o fim de um acordo de cessar-fogo, que previa a interrupção dos ataques e a retomada da circulação de embarcações pela região.


