A safra de grãos no Brasil deve bater um novo recorde em 2026, mas a previsão foi reduzida em relação ao levantamento anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas deve chegar a 347,4 milhões de toneladas neste ano.
O volume representa um crescimento de 0,4% em comparação com 2025, quando foram colhidas 346,1 milhões de toneladas. Apesar disso, a nova estimativa ficou 0,8% menor do que a divulgada pelo próprio IBGE em maio deste ano, uma redução de cerca de 3 milhões de toneladas.

Soja, milho e arroz lideram a produção
Os três principais produtos da agricultura brasileira continuam sendo soja, milho e arroz. Juntos, eles representam 92,8% de toda a produção estimada para este ano.
Segundo o IBGE, a expectativa é de colher:
- 174,8 milhões de toneladas de soja;
- 136,5 milhões de toneladas de milho;
- 11,2 milhões de toneladas de arroz.
A previsão também indica crescimento em relação ao ano passado para alguns dos principais alimentos produzidos no país. A produção de soja deve aumentar 5,3%, enquanto o milho deve crescer 3,7%. O arroz também apresenta expectativa positiva, com alta de 11,8%.
Outros produtos seguem o mesmo caminho. O feijão tem previsão de aumento de 5,5%, e o trigo pode crescer 15%, de acordo com a estimativa do IBGE.
Entre as regiões brasileiras, o Centro-Oeste continua liderando a produção agrícola, com expectativa de colher 172,4 milhões de toneladas, o equivalente a quase metade de toda a safra nacional. Em seguida aparecem a Região Sul, com 92,4 milhões de toneladas, e o Sudeste, com 30,8 milhões de toneladas.
IBGE e Conab fazem estimativas diferentes
Além do levantamento do IBGE, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também acompanha a produção agrícola do país. A Conab trabalha com uma estimativa mais otimista e prevê uma safra de 360,1 milhões de toneladas em 2026, resultado 2,2% maior que o registrado na temporada anterior.
A diferença entre os dois números acontece porque cada órgão utiliza um período diferente para fazer os cálculos.
O IBGE considera o ano inteiro, de janeiro a dezembro. Já a Conab acompanha o chamado ano-safra, que varia conforme cada cultura. Em alguns produtos, como o milho e o trigo, esse período começa e termina em meses diferentes do calendário tradicional.
Por isso, embora os dois levantamentos analisem a produção agrícola brasileira, os resultados não são exatamente iguais.
Mesmo com a revisão feita pelo IBGE neste mês, a expectativa continua sendo de uma safra maior do que a registrada em 2025, impulsionada principalmente pela soja, pelo milho e pelo aumento da área destinada ao cultivo no país.


