Informalidade passa de 50% em quatro estados
As diferenças entre os estados também aparecem quando o assunto é trabalho informal. Esse indicador mostra a parcela dos trabalhadores ocupados que não tem carteira assinada ou CNPJ.
No segundo trimestre, Maranhão teve a maior taxa de informalidade do país, com 56,9%. Na sequência vieram Pará, com 55,9%, Amazonas, com 51,7%, e Bahia, com 50,7%. Nos quatro estados, mais da metade dos trabalhadores ocupados estava na informalidade.
As menores taxas foram registradas em Santa Catarina, com 25,4%, no Distrito Federal, com 28,7%, e em Mato Grosso do Sul, com 29,2%. No Brasil, a taxa de informalidade foi de 37,4% no período.
Por que o desemprego está tão baixo?
O baixo desemprego no país é associado a uma combinação de fatores, entre eles o desempenho positivo da atividade econômica nos últimos anos e as mudanças na composição da população.
O envelhecimento dos brasileiros também interfere nos números. Com o aumento da população idosa, uma parcela das pessoas deixa o mercado de trabalho e para de procurar emprego. Quando isso acontece, essas pessoas deixam de ser consideradas desempregadas pelas estatísticas oficiais.
Para ser classificada como desempregada, uma pessoa de 14 anos ou mais precisa estar sem trabalho e procurando uma oportunidade. Portanto, simplesmente não ter emprego não é suficiente para entrar nessa categoria.
A mudança demográfica reduz a pressão sobre a taxa de desemprego, mas também aumenta o desafio para o sistema previdenciário, já que a demanda por aposentadorias tende a crescer.
O mercado de trabalho também vem sendo influenciado por vagas ligadas à tecnologia. Um estudo do FGV Ibre estimou no ano passado que o trabalho em aplicativos reduzia a taxa de desemprego em 1 ponto percentual.


