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Exportações do Brasil para os EUA caem 12,2% até julho

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Brasil compra mais dos EUA do que vende

Enquanto as exportações brasileiras para os Estados Unidos diminuíram, as importações de produtos americanos também recuaram, mas em ritmo menor. Entre janeiro e julho, o Brasil comprou US$ 23,2 bilhões (cerca de R$ 119,7 bilhões) dos Estados Unidos, uma queda de 10,4% em relação ao mesmo período de 2025.

Com as vendas brasileiras em US$ 21 bilhões (cerca de R$ 108,4 bilhões) e as compras em US$ 23,2 bilhões (cerca de R$ 119,7 bilhões), o Brasil acumulou déficit de US$ 2,3 bilhões (cerca de R$ 11,9 bilhões) no comércio com os Estados Unidos nos primeiros sete meses do ano. O resultado representa aumento de 122,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em julho, as importações brasileiras de produtos americanos cresceram 0,6%, para US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 22,2 bilhões), depois de sete meses consecutivos de retração. Com isso, o Brasil registrou déficit de US$ 639 milhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) no comércio com os Estados Unidos naquele mês.

EUA perdem espaço nas exportações brasileiras

A queda nas vendas para os Estados Unidos também reduziu a participação do país no comércio exterior brasileiro. No primeiro semestre de 2026, os Estados Unidos responderam por 9,4% das exportações brasileiras, o menor percentual para o período desde 1997.

A participação americana na corrente de comércio do Brasil, que considera exportações e importações, também foi a menor registrada desde 1997, em 11,1%.

No primeiro semestre, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 13% na comparação com o mesmo período de 2025. Apesar da queda, houve uma interrupção temporária da sequência de retração em junho, quando as vendas cresceram 3,7% em valor após dez meses consecutivos de queda.

O cenário para o comércio entre os dois países continua incerto, diante da possibilidade de novas medidas tarifárias nos Estados Unidos e das investigações em andamento envolvendo o Brasil. As repercussões do conflito no Oriente Médio também podem afetar o comércio bilateral de petróleo e derivados.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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