Produtos mais taxados têm queda maior
Entre os produtos sujeitos às maiores sobretaxas aplicadas pelos Estados Unidos, a queda foi ainda mais forte. As exportações desse grupo recuaram 31,5% entre janeiro e julho, passando de US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 23,7 bilhões) para US$ 3,2 bilhões (cerca de R$ 16,5 bilhões).
As maiores reduções foram registradas em produtos como madeira de coníferas, sebo bovino, ovino ou caprino, granitos trabalhados, fumo não manufaturado e portas e caixilhos. A madeira de coníferas teve a queda mais acentuada, de 59,4% nas vendas para o mercado americano.
Também houve redução de 42,5% nas exportações de sebo bovino, ovino ou caprino, de 42,1% nos granitos trabalhados, de 37,7% no fumo não manufaturado e de 35,3% nas portas e caixilhos.
As sobretaxas são tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos a determinados produtos brasileiros. Entre os itens mais atingidos estão produtos que passaram a enfrentar taxas de 25% a 37,5%, enquanto outros estão sujeitos a uma sobretaxa de 12,5%.
Há ainda produtos enquadrados na chamada Seção 232, uma regra americana relacionada à segurança nacional. Nessa categoria estão bens industriais e estratégicos, como aço, alumínio, transformadores e máquinas pesadas, que seguem regras específicas de acordo com o tipo e a composição de cada produto.


