As condições do mercado de trabalho e dos trabalhadores melhoraram pouco nas últimas três décadas na América Latina. A renda real do trabalho cresceu apenas 18% no período, cerca de metade do ritmo registrado nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados estão no relatório “Fazer os mercados de trabalho funcionarem”, divulgado na última segunda-feira, três de agosto, pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O estudo aponta alguns avanços no período, como a entrada de mais mulheres na força de trabalho, a redução da diferença entre homens e mulheres no mercado e o aumento do emprego formal, embora de maneira modesta.

A produtividade do trabalho, que indica quanto é produzido pelos trabalhadores, permanece praticamente estagnada há décadas na região. Segundo o relatório, são necessários quase quatro trabalhadores latino-americanos para produzir o mesmo que um trabalhador nos Estados Unidos.


