Preço internacional continua influenciando combustíveis
O mercado internacional de petróleo passou por fortes oscilações nos últimos meses, principalmente por causa das tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã. O conflito provocou preocupações sobre o fornecimento mundial da commodity.
Um dos pontos de atenção foi o Estreito de Ormuz, rota marítima considerada importante para o transporte de petróleo. Durante o período de maior tensão, o preço do barril chegou a superar os US$ 100.
Depois, as cotações recuaram para a faixa entre US$ 70 e US$ 80. Na manhã de segunda-feira (3), o petróleo Brent, usado como referência internacional, era negociado a US$ 82,84 por barril. O WTI, referência nos Estados Unidos, estava em US$ 78,55.
O Brasil vive um cenário em que produz cada vez mais petróleo, ao mesmo tempo em que acompanha um mercado internacional sujeito a mudanças rápidas. A maior produção fortalece a posição do país como produtor e exportador, mas não elimina os efeitos das oscilações externas sobre a economia.
Em junho, o país também aproveitou 97% do gás natural produzido. Foram disponibilizados ao mercado 64,36 milhões de metros cúbicos por dia, enquanto 6,63 milhões de metros cúbicos por dia foram queimados. Segundo a ANP, o aumento da queima ocorreu principalmente por causa do comissionamento da plataforma P-79, no campo de Búzios.
A produção brasileira teve origem em 6.579 poços, sendo 608 marítimos e 5.971 terrestres. O novo recorde mostra a força do petróleo e do gás na economia nacional, enquanto os efeitos para consumidores e empresas continuam ligados também às condições do mercado internacional.


