Nas eleições de 2026, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica. Primeiro, votará para deputado federal; depois, para deputado estadual ou distrital; em seguida, terá dois votos para senador; depois escolherá governador e vice-governador e, por último, presidente e vice-presidente da República.
Presidente, governador e senador são escolhidos pelo sistema majoritário, modelo em que vence o candidato que consegue a maior quantidade de votos válidos, seguindo regras diferentes para cada cargo.
A urna eletrônica mostrará o nome, a foto, o cargo e a sigla do partido de cada candidato. O voto pode ser registrado pelo número da candidatura ou pela legenda partidária (o número que representa o partido), de acordo com as regras da eleição.

O primeiro turno será em 4 de outubro, das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. Se houver necessidade de uma segunda votação para presidente ou governador, ela acontecerá em 25 de outubro.
Voto válido, branco ou nulo: qual é a diferença?
Os votos válidos são aqueles dados a um candidato e são usados para calcular o resultado da eleição. Na opção em branco, o eleitor escolhe a opção “branco” na urna e não indica nenhum candidato. Já o nulo é quando a pessoa digita um número que não corresponde a nenhum candidato e confirma a opção.
Hoje, os dois ficam fora da contagem e não são transferidos para nenhum candidato. Por isso, numa eleição com 100 votos, se 20 forem brancos ou nulos, o resultado será calculado sobre os 80 restantes.
A confusão existe porque antigamente a opção em branco era considerado válido e tinha outro peso na eleição, enquanto o nulo era visto como um protesto. Essa regra mudou, e atualmente os dois não entram no cálculo do resultado.
Imagine uma eleição em que 100 pessoas votaram. Dessas, 10 votaram em branco e 10 anularam. Sobram 80 votos válidos, que foram dados diretamente aos candidatos. Se um candidato receber 41 desses 80 votos, ele terá mais da metade dos votos válidos e poderá vencer no primeiro turno, caso seja uma eleição para presidente ou governador. Os 20 brancos e nulos não entram nessa conta.
Por isso, existe um mito de que uma eleição pode ser cancelada se mais da metade dos eleitores votar nulo. Isso não acontece. Mesmo que a maioria dos votos seja branca ou nula, eles simplesmente ficam fora da contagem usada para escolher o vencedor.
Como funciona a eleição para presidente e governador?
Para vencer no primeiro turno, o candidato à Presidência precisa conseguir mais da metade dos votos válidos. Se nenhum deles atingir esse número, os dois candidatos mais votados passam para o segundo turno.
Essa segunda votação não aproveita os votos do primeiro turno, pois ela é considerada uma nova eleição. A regra é a mesma na eleição para governador, já que o candidato precisa obter mais da metade dos votos válidos no primeiro turno. Se ninguém atingir esse número, os dois mais votados disputam o segundo turno.
Para senador, a conta é diferente
A eleição para senador não exige que o candidato consiga metade dos votos válidos. Nesse caso, vale a maior votação: são eleitos os candidatos que receberem mais votos. Dessa forma, não existe segundo turno para senador.
Em 2026, serão escolhidos 54 senadores, dois por estado e dois pelo Distrito Federal. Como serão duas vagas em disputa em cada unidade da Federação, cada eleitor terá duas opções para esse cargo.


