No dia da eleição, separar os documentos e conferir o que pode ou não ser levado para a cabine pode evitar uma dor de cabeça na hora de votar. Nas Eleições 2026, cerca de 158,7 milhões de brasileiros estão aptos a ir às urnas no primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Entre tantas coisas para lembrar, uma regra merece atenção: o celular pode até ser levado para o local de votação, mas não pode entrar na cabine. Já uma simples folha de papel com os números dos candidatos é permitida e pode ajudar o eleitor a não esquecer suas escolhas.

Colinha de papel pode ser levada para a urna
Se você tem dificuldade para decorar números de candidatos, não precisa confiar apenas na memória. A colinha eleitoral em papel é permitida e pode ser levada para a cabine.
No primeiro turno, serão seis votos. O eleitor escolherá, nesta ordem, deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente.
Para não se perder, uma boa ideia é deixar os números anotados na mesma ordem em que aparecem na urna. Assim, basta consultar o papel a cada etapa. O TSE também orienta o eleitor a levar a colinha para facilitar a votação.
Celular precisa ficar fora da cabine
É aqui que muita gente pode acabar se confundindo. O celular não pode entrar na cabine de votação, mesmo desligado. A mesma regra vale para máquina fotográfica, filmadora e outros equipamentos que possam registrar ou transmitir a escolha feita na urna.
Antes de votar, o eleitor deve desligar o aparelho e deixá-lo no local indicado pelos mesários. Depois da votação, o celular é devolvido.
A regra existe para proteger o sigilo do voto e impedir que alguém fotografe ou grave a tela da urna para provar em quem votou. Por isso, não adianta levar o celular para consultar os números dos candidatos: para isso, use a colinha de papel.
Quem se recusar a entregar o aparelho não poderá votar naquele momento, e o caso será registrado pelos mesários.
Pode votar com camiseta ou adesivo?
Pode, desde que a manifestação seja individual e silenciosa. O eleitor pode usar camiseta, adesivo, broche ou bandeira que mostre sua preferência, mas não pode tentar falar com outras pessoas sobre voto, já que a manifestação deixa de ser individual.
No dia da eleição, não são permitidas aglomerações com propaganda, manifestações coletivas ou barulhentas, abordagem de outros eleitores ou tentativa de convencer alguém a votar em determinado candidato.
Qual documento levar para votar?
Para votar, o eleitor precisa apresentar um documento oficial com foto, como a identidade, identidade social, passaporte, carteira de categoria profissional reconhecida por lei, certificado de reservista, carteira de trabalho física e Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
O e-Título também pode ser usado, desde que o aplicativo tenha a foto do eleitor.
Os documentos oficiais com foto podem ser usados mesmo vencidos, desde que ainda permitam identificar a pessoa.
Quem tem prioridade para votar?
Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre os demais, independentemente da ordem de chegada. Pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida também têm direito a atendimento prioritário, além de poderem contar com uma pessoa de sua escolha para ajudar durante a votação.
A regra também garante prioridade a outros grupos previstos pela legislação eleitoral.
E quem estiver trabalhando nas eleições?
Quem precisar trabalhar no dia da votação não perde o direito de votar. A legislação garante ao eleitor o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo necessário para exercer o voto, sem desconto no salário. Quem estiver trabalhando no dia 4 de outubro deve se organizar para conseguir sair, votar e retornar ao trabalho.
Antes de sair de casa, faça uma conferência
No caminho para a seção eleitoral, não é preciso levar muita coisa. O mais importante é estar com um documento oficial com foto e a colinha de papel com os números dos candidatos.
O celular pode acompanhar o eleitor até o local de votação, mas terá de ficar guardado antes da entrada na cabine.
Também vale conferir a ordem dos seis votos antes de chegar à urna. Assim, o eleitor não precisa parar para tentar lembrar os números e consegue fazer suas escolhas com mais tranquilidade.
Na dúvida, pense assim: documento para se identificar, papel para consultar os números e celular fora da cabine. Seguir essas regras ajuda a evitar problemas e mantém o sigilo do voto.


