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Entenda como fazer a declaração do Imposto de Renda 2024

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Declaração pré-prenchida

A Receita Federal disponibilizou junto com o programa do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2024 a opção de declaração pré-preenchida. Nesse formato, grande parte das informações do contribuinte são automaticamente inseridas a partir dos dados fornecidos pela Receita.

Como o nome sugere, na modalidade pré-preenchida, muitas informações que antes precisavam ser inseridas manualmente agora são geradas automaticamente. Os declarantes são responsáveis por confirmar, alterar, incluir ou excluir dados conforme necessário. O sistema busca informações nas bases de dados da Receita Federal e as apresenta ao contribuinte para que ele possa verificar sua precisão.

A utilização da declaração pré-preenchida pode ser uma medida eficaz para minimizar o risco de cair na malha fiscal, também conhecida como “malha fina”. Essa ferramenta ajuda a reduzir as chances de erros na declaração, o que pode evitar problemas para o contribuinte. Caso a declaração seja retida para análise na malha fina, será necessário um exame mais detalhado.

Isso significa que o contribuinte terá que fornecer explicações adicionais e pode ter sua restituição do imposto de renda retida até que a análise seja concluída. Aqueles que optam por importar os dados da declaração pré-preenchida recebem prioridade na lista de restituições do Imposto de Renda.

Restituição

A Restituição do Imposto de Renda é programada para ser paga em lotes, começando em junho e se estendendo até setembro. Os contribuintes que enviam sua declaração mais cedo tendem a receber nos primeiros lotes. Abaixo está o calendário da Receita Federal para os lotes de restituição:

  • Primeiro lote: 31 de maio;
  • Segundo lote: 28 de junho;
  • Terceiro lote: 31 de julho;
  • Quarto lote: 30 de agosto

Além da ordem de entrega, a Receita leva em consideração algumas prioridades na distribuição dos lotes de restituição. Aqui está a lista de prioridades:

  1. Idosos com 80 anos ou mais;
  2. Idosos entre 60 e 79 anos;
  3. Contribuintes com alguma deficiência física ou mental, ou com moléstia grave;
  4. Contribuintes cuja principal fonte de renda seja o magistério;
  5. Contribuintes que optaram por utilizar a declaração pré-preenchida ou que escolheram receber a restituição via PIX.

Declaração conjunta e Imposto deduzido

A Receita Federal permite que cônjuges, pessoas em união estável e dependentes declarem conjuntamente seus bens, direitos e rendimentos em uma única declaração. Basta que o titular inclua todas as informações de rendimentos e despesas das outras pessoas.

No Imposto de Renda, algumas despesas podem ser deduzidas, reduzindo assim a base de cálculo do imposto. Essas despesas dedutíveis incluem plano de saúde, pensão alimentícia, contribuição para previdência social ou privada, despesas com educação (exceto cursos livres e de idiomas) e gastos com dependentes.

Tributação de investimentos

Os principais tipos de investimentos que precisam ser declarados incluem:

  • Renda fixa;
  • Renda variável;
  • Investimentos no exterior;
  • Previdência privada;
  • Criptomoedas;
  • Fundos de investimentos.

A tributação das aplicações de renda fixa, como fundos de investimento ou Certificados de Depósito Bancário (CDB) varia de acordo com o prazo da aplicação. A alíquota do Imposto de Renda (IR) é regressiva, ou seja, quanto maior o prazo, menor será a alíquota aplicada sobre o valor.

Os rendimentos de aplicações financeiras no exterior e os lucros/dividendos de entidades controladas no exterior estão sujeitos à incidência de 15% sobre a parcela anual desses rendimentos. No caso de fundos de investimento, o IR é de 15% (fundos de longo prazo) ou de 20% (fundos de curto prazo, de até um ano) sobre os rendimentos.

Para as operações de venda de ações, a alíquota do imposto devido varia de acordo com o tipo de ação negociada. Para as ações ordinárias (ON), a alíquota é de 15% sobre o ganho de capital obtido na operação. Já para as ações preferenciais (PN), a alíquota é de 10% sobre o ganho de capital.

Sobre o autor Monique Caroline

Trabalha com produção de TV desde 2017 e jornalismo comunitário desde 2018, quando se formou em Práticas Jornalísticas nas Periferias. Pós-graduada em Experiências Digitais e coordenadora de conteúdo do Super Finanças

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