Os últimos anos foram desafiadores para a indústria do turismo, mas em 2024, o fluxo de turistas internacionais deve finalmente atingir níveis pré-pandemia. No entanto, o setor enfrenta ameaças como inflação, mudanças climáticas e tensões geopolíticas, que podem frear o crescimento global.

O Índice de Desenvolvimento de Viagens e Turismo 2024, do Fórum Econômico Mundial, mostra que alguns países lidam melhor com esses desafios, priorizando o turismo e investindo em infraestrutura e sustentabilidade. O ranking avalia segurança, recursos culturais e naturais, transporte e políticas públicas para o setor.
Neste ano, Japão, Espanha, França e Austrália estão entre os cinco primeiros, com o Brasil na 26ª posição, liderando na América do Sul. Mas os Estados Unidos conquistaram o topo, impulsionados por sua infraestrutura de transporte, riqueza natural e cultural e suporte ao turista, como guias e serviços em atrações.
Anna Abelson, da Universidade de Nova York, destaca que o país combina cenários diversificados, estrutura de apoio robusta e investimentos estratégicos no setor. Em 2019, os EUA atraíram 79,4 milhões de turistas internacionais, gerando US$ 180 bilhões em receitas, superando em faturamento a França, o destino mais visitado.
A pandemia afetou drasticamente o turismo, mas projeções indicam recuperação até 2025. Além disso, o governo americano fortalece o setor com investimentos em aeroportos e companhias aéreas, enquanto cidades e estados desenvolvem planos sustentáveis para atrair mais visitantes no longo prazo.


