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Nubank tem lucro de US$ 610 mi e planeja nova expansão

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O Nubank, um dos maiores bancos digitais da América Latina, planeja expandir para um novo mercado até o final de 2025, conforme anunciado por Jorg Friedemann, diretor de relações com investidores da instituição, nesta quinta-feira, 20 de fevereiro, durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2024.

O banco registrou um lucro líquido ajustado de US$ 610 milhões (R$ 3,47 bilhões) no último trimestre de 2024, um aumento de 87% em relação ao ano anterior, superando a estimativa dos analistas, que era de US$ 567 milhões (R$ 3,23 bilhões), segundo pesquisa da LSEG.

Nubank anuncia lucro e planos de expansão para 2025
Em janeiro, o Nubank se tornou o 3º maior banco do país em número de clientes |Foto: Reprodução/Freepik

No entanto, apesar do crescimento significativo, as ações do Nubank tiveram queda de aproximadamente 6% nas negociações após o fechamento do mercado em Nova York.

Após as expansões bem-sucedidas no México e na Colômbia, o Nubank está de olho em novos mercados e, de acordo com Friedemann, a empresa deve anunciar a próxima entrada internacional até o final deste ano. “Ainda não podemos confirmar o próximo destino, mas esperamos concretizar esse anúncio até 2025”, afirmou em entrevista à Reuters.

A estratégia de expansão vem sendo sugerida pelo banco há alguns trimestres, e o mercado está atento aos próximos passos da instituição. Embora a Europa tenha sido descartada como prioridade, os Estados Unidos permaneceram uma possibilidade, especialmente diante da expectativa de uma possível simplificação nas regras bancárias por lá, como comentou o CEO David Vélez.

No final de 2024, o Nubank, listado na Bolsa de Nova York através da Nu Holdings, alcançou 114 milhões de clientes, um crescimento de 22% em relação ao ano anterior. A receita do banco no quarto trimestre aumentou 50%, excluindo efeitos cambiais, totalizando US$ 2,99 bilhões (R$ 17,03 bilhões), embora tenha ficado abaixo da previsão média dos analistas, que era de US$ 3,29 bilhões (R$ 18,78 bilhões).

Apesar dos resultados positivos, uma análise de analistas do Citi indicou uma desaceleração nos principais indicadores de desempenho da empresa, o que contribui para a queda das ações.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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