Estratégia de “hiperpersonalização“
Para 2025, o Santander Brasil pretende focar na “hiperpersonalização” (uso de dados e tecnologia para oferecer produtos e serviços personalizados de acordo com o perfil e comportamento do cliente) do relacionamento com os clientes.
Segundo o presidente-executivo do banco, Mario Leão, a estratégia inclui a simplificação do modelo de segmentação do varejo pessoa física. Desde janeiro, os clientes passaram a ser divididos entre clientes Santander e clientes Select.
“Além de ser o banco principal de nossos clientes, queremos que cada um deles sinta que é o nosso principal cliente”, afirmou Leão em nota.
Em 2024, o banco acumulou um lucro total de R$ 13,87 bilhões, um crescimento de 47,8% em relação a 2023. No final do quarto trimestre, o índice de Basileia ficou em 14,3%, abaixo dos 14,5% de dezembro de 2023 e dos 15,2% registrados em setembro. Já o índice de capital nível 1 caiu para 12,1%, ante 12,4% um ano antes e 13% em setembro.
Provisões para perdas e novo modelo contábil
O Santander Brasil divulgou previsões sobre os impactos da resolução n.º 4.966/2021 da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que entrou em vigor no início de 2025. Essa norma estabelece novas regras para o registro de operações financeiras e da chamada contabilidade de hedge, uma prática utilizada por empresas para reduzir os riscos causados por variações no mercado, como mudanças no câmbio, taxas de juros ou preços de commodities.
Com essa atualização, as empresas precisarão seguir critérios mais rigorosos e padronizados ao registrar essas operações em seus balanços, garantindo maior transparência e previsibilidade nos resultados financeiros.
A adoção do modelo de perdas esperadas associadas ao risco de crédito deve resultar em um aumento de R$ 4,4 bilhões na provisão do banco, representando um crescimento de 11% sobre o saldo da provisão registrado em dezembro de 2024. Isso impactaria o patrimônio líquido com uma redução estimada de R$ 2,5 bilhões e um decréscimo de 0,14 ponto nos índices de capital do banco.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central publicaram uma resolução em 2024 estabelecendo um cronograma de transição para os impactos do novo modelo de provisionamento no capital regulatório das instituições financeiras. Segundo a resolução 5.199, os ajustes negativos serão implementados de forma gradual: 75% em 2025, 50% em 2026 e 25% em 2027, atingindo o impacto total apenas em 2028.
Além disso, a reclassificação de categorias de ativos, de “disponíveis para venda” para “custo amortizado”, resultará em uma redução de R$ 216 milhões no valor dos ativos, impactando diretamente o patrimônio líquido do banco.
Com uma estratégia bem definida para 2025 e um desempenho financeiro sólido, o Santander Brasil busca manter sua trajetória de crescimento, fortalecendo sua atuação no mercado e aprimorando a experiência dos clientes.
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