As recentes tarifas de 25% sobre aço e alumínio impostas pelo governo dos Estados Unidos geraram preocupações entre líderes de grandes corporações, incluindo a Coca-Cola e a Ford Motor Company. Executivos das empresas alertam para possíveis impactos no custo dos produtos e na competitividade do setor.
O CEO da Coca-Cola, James Quincey, afirmou nesta terça-feira, 11 de fevereiro, que a empresa está analisando formas de mitigar os impactos do aumento no custo do alumínio, material essencial para a produção de suas latas. A declaração foi dada durante a conferência de resultados do quarto trimestre de 2024.

Segundo Quincey, a Coca-Cola importa alumínio do Canadá e pode precisar ajustar sua estratégia de embalagens para conter possíveis aumentos de preços.
“Se uma embalagem sofrer aumento nos custos de insumos, continuaremos a ter outras ofertas que nos permitirão competir no espaço da acessibilidade”, afirmou Quincey. No entanto, ele minimizou os impactos imediatos, destacando que as embalagens representam uma parte pequena dos custos totais da companhia.
A mudança na política tarifária ocorre em um momento de revisão dos compromissos ambientais da Coca-Cola. Em dezembro de 2023, a empresa ajustou suas metas de sustentabilidade, reduzindo o objetivo de utilização de embalagens recicláveis de 50% até 2030 para um percentual entre 35% e 40% até 2035.


