O tênis das três listras vai ficar mais caro nos Estados Unidos. A Adidas, uma das maiores fabricantes de artigos esportivos do mundo, está enfrentando um cenário de incerteza em relação às tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos a produtos importados. O CEO da companhia, Bjørn Gulden, afirmou em comunicado aos investidores que não há muita clareza sobre como essas tarifas irão evoluir, o que impede a empresa de tomar decisões definitivas sobre seus próximos passos.

Segundo Gulden, em uma situação considerada “normal”, a Adidas estaria comemorando os bons números do primeiro trimestre de 2025 com uma atualização positiva das projeções de vendas e lucro para o restante do ano. No entanto, a incerteza sobre as tarifas americanas interrompeu esse otimismo.
A empresa alemã já havia minimizado as exportações vindas da China para os Estados Unidos, mas continua vulnerável aos encargos impostos por Washington. O executivo destaca que o impacto se estende a outros países asiáticos que passaram a sediar a produção da empresa.
Nos últimos anos, fabricantes como a Adidas e a Nike transferiram suas linhas de produção da China para países como Vietnã, Camboja e Bangladesh. Ainda assim, a empresa continua exposta às tarifas impostas pelos Estados Unidos. Gulden ressalta que, como a Adidas praticamente não fabrica nos EUA, essas tarifas mais elevadas acabarão gerando um aumento geral nos custos dos produtos da marca no mercado norte-americano. Ele afirma que a empresa pretende continuar lidando com a situação da forma mais pragmática, ágil e flexível possível.


