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Donos das maiores fortunas do agro somam US$ 1,293 trilhão

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O setor agropecuário tem sido historicamente um dos pilares da economia global, movimentando trilhões de dólares e sustentando milhões de empregos. Nos últimos anos, com os avanços tecnológicos, a expansão dos mercados emergentes e a crescente demanda por alimentos e biocombustíveis, esse setor tem se consolidado como um dos mais lucrativos do mundo.

Como resultado, diversos empreendedores e investidores acumularam fortunas bilionárias dentro da cadeia produtiva do agronegócio, desde a produção de grãos e carnes até a fabricação de insumos e distribuição de alimentos.

Bilionários do agro acumulam US$ 1,293 trilhão em 2024.
O setor agroalimentar inclui diversas áreas da indústria, desde a produção de bebidas e alimentos até a nutrição animal |Foto: Reprodução/Freepik

A edição de 2024 da lista dos Bilionários da Forbes revelou que 284 magnatas do setor agropecuário detêm, juntos, um patrimônio impressionante de US$ 1,293 trilhão (aproximadamente R$ 7,3 trilhões na cotação atual). Esses bilionários estão distribuídos em diversos segmentos, incluindo cultivo e comercialização de grãos, processamento de carnes, produção de fertilizantes, silvicultura, laticínios, bebidas, entre outros.

Este artigo apresenta um panorama dos países que mais se destacam na lista dos bilionários do agronegócio, bem como os cinco indivíduos mais ricos do setor.

Ranking dos países com mais bilionários do agro

Os Estados Unidos lideram com folga o ranking de países com mais bilionários no agronegócio, contando com 81 nomes que acumulam um patrimônio conjunto de US$ 438 bilhões. Empresas familiares e grandes corporações, como Mars, Cargill e Coca-Cola, têm uma presença significativa nesse setor, impulsionando a riqueza dos empreendedores norte-americanos.

Na segunda colocação, a China aparece com 42 bilionários, cuja fortuna somada chega a US$ 197,3 bilhões. Destacam-se Zhong Shanshan, fundador da Nongfu Spring, e Qin Yinglin, líder na produção de suínos. A crescente demanda por alimentos processados e bebidas no mercado chinês tem sido um fator fundamental para a ascensão desses magnatas.

A Rússia ocupa a terceira posição, com 20 bilionários e um patrimônio total de US$ 71,4 bilhões. O país é um dos maiores produtores de fertilizantes do mundo, um segmento estratégico e altamente lucrativo, principalmente em tempos de instabilidades geopolíticas.

A Itália surge na quarta posição com 10 bilionários e um total de US$ 60,1 bilhões, impulsionada por famílias tradicionais, como os Ferrero, donos da icônica Nutella e outras marcas renomadas.

O Brasil figura na quinta posição, com 17 bilionários e um total de US$ 55,9 bilhões. Entre os grandes nomes do setor estão Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira, cujos investimentos no ramo de bebidas através da AB InBev projetam o país no mercado global.

Os cinco bilionários mais ricos do agro

O setor agroalimentar inclui diversas áreas da indústria, desde a produção de bebidas e alimentos até a nutrição animal. Os empresários listados abaixo construíram ou herdaram impérios bilionários nesse ramo, dominando mercados globais e influenciando diretamente o que chega à mesa de milhões de consumidores.

1. Zhong Shanshan (China)

  • Posição no ranking geral: 26º
  • Patrimônio líquido: US$ 57,7 bilhões (aproximadamente R$ 285 bilhões)
  • Idade: 70 anos
  • Fonte de riqueza: Bebidas

Zhong Shanshan é um exemplo de superação e crescimento empresarial. Ele é fundador e presidente da Nongfu Spring, uma das maiores empresas de água engarrafada da China. Sua trajetória inclui uma infância difícil durante a Revolução Cultural Chinesa, que o levou a abandonar a escola primária. Antes de construir seu império, trabalhou na construção civil e vendeu bebidas.

Além da Nongfu Spring, Zhong também tem grande participação na Wantai Biological, uma empresa do setor de biotecnologia que ganhou relevância mundial com o desenvolvimento de vacinas e produtos farmacêuticos. Seu sucesso no setor de bebidas e biotecnologia o consolidou como o homem mais rico da China e o líder entre os bilionários do agroalimentar.

2 e 3. John Mars e Jacqueline Mars (EUA)

  • Posição no ranking geral: 33º
  • Patrimônio líquido: US$ 42,6 bilhões (aproximadamente R$ 210 bilhões) cada
  • Idades: 89 e 85 anos
  • Fonte de riqueza: Doces e ração animal

John e Jacqueline Mars são herdeiros da Mars Inc., uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Fundada em 1911, a companhia é responsável por marcas icônicas como M&Ms, Snickers, Twix, Pedigree e Whiskas.

A Mars Inc. não se limita apenas à confeitaria e é também uma gigante da nutrição animal, dominando o setor de rações para cães e gatos. A empresa tem um faturamento anual superior a US$ 50 bilhões, consolidando-se como uma das líderes mundiais da indústria de alimentos. Apesar de serem acionistas, os irmãos Mars mantêm um perfil discreto e raramente fazem aparições públicas.

4. Mark Mateschitz (Áustria)

  • Posição no ranking geral: 38º
  • Patrimônio líquido: US$ 40,6 bilhões (aproximadamente R$ 200 bilhões)
  • Idade: 32 anos
  • Fonte de riqueza: Bebidas

Mark Mateschitz é o herdeiro da Red Bull, a marca líder global no mercado de bebidas energéticas. Ele assumiu sua participação na empresa após a morte de seu pai, Dietrich Mateschitz, em 2022. Atualmente, detém 49% da Red Bull, mas optou por não atuar diretamente na gestão da empresa.

A Red Bull é um fenômeno global: em 2023, vendeu mais de 12,1 bilhões de latas ao redor do mundo e continua expandindo sua presença, especialmente por meio de estratégias agressivas de marketing esportivo. A empresa patrocina eventos de esportes radicais, automobilismo (como a equipe de F1 Red Bull Racing) e música, tornando-se um dos nomes mais reconhecidos do mercado.

5. Giovanni Ferrero (Itália)

  • Posição no ranking geral: 41º
  • Patrimônio líquido: US$ 38,2 bilhões (aproximadamente R$ 188 bilhões)
  • Idade: 60 anos
  • Fonte de riqueza: Chocolates

Giovanni Ferrero é o presidente executivo do Grupo Ferrero, dono de algumas das marcas de doces mais famosas do mundo, como Nutella, Kinder, Ferrero Rocher e Tic Tac.

Apesar de ter deixado o cargo de CEO em 2017, Ferrero continua sendo o responsável pela estratégia global do grupo, que tem ampliado sua participação no mercado com aquisições estratégicas. Em 2018, comprou a divisão de confeitos da Nestlé nos EUA por US$ 2,8 bilhões, fortalecendo ainda mais sua presença no setor.

A Ferrero mantém um modelo de negócios familiar, com forte tradição e inovação constante, o que permite a expansão contínua da marca e a fidelização de consumidores em diversos países.

Leia também: Dono do TikTok se torna a pessoa mais rica da China

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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