IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%

Spotify lança métrica de “plays” para podcasts de áudio e vídeo

Por

·

Reajuste nas assinaturas do Spotify

O Spotify revelou que, a partir de junho de 2025, aumentará os preços de seus planos de assinatura em vários países. A informação foi divulgada na sexta-feira, 25 de abril, pelo jornal norte-americano Financial Times.

Fontes próximas à empresa indicam que as assinaturas individuais na Europa e na América Latina terão um acréscimo de cerca de 1 euro (aproximadamente R$ 6,46). No entanto, os Estados Unidos, onde a plataforma tem o maior número de usuários, não terão reajustes neste momento, uma vez que o último aumento no país aconteceu em julho de 2024.

Este ajuste nos preços ocorre em um contexto de pressão crescente por parte de executivos da indústria musical, que há algum tempo defendem que plataformas de streaming, como o Spotify e o Apple Music, devem ajustar seus valores.

A justificativa para esse aumento é que os preços das assinaturas não acompanharam a inflação e continuam sendo mais baixos em comparação aos serviços de vídeo sob demanda, como a Netflix. Nos Estados Unidos, por exemplo, o plano individual do Spotify custa atualmente US$ 11,99 (R$ 68,22) por mês, apenas dois dólares (R$ 11,38) a mais do que o preço original de US$ 9,99 (R$ 56,83), cobrado quando a plataforma chegou ao país, há 14 anos.

O Spotify já havia iniciado um ajuste de preços discreto em países como Holanda e Luxemburgo, o que pode indicar que esse aumento será implementado de forma gradual. Esses reajustes acontecem em um momento de desaceleração do mercado musical, que enfrenta uma queda nas receitas após uma década de crescimento acelerado. Dados da IFPI, a associação internacional da indústria fonográfica, mostram que a receita global do setor caiu pela metade no último ano, o que faz com que as plataformas de streaming busquem novas formas de expansão e monetização.

Para combater essa queda nas receitas e explorar novas fontes de lucro, grandes gravadoras estão investindo no conceito de “Streaming 2.0”, uma nova fase do mercado que inclui versões premium mais sofisticadas e com preços mais elevados.

Segundo o Financial Times, as plataformas de streaming, incluindo o Spotify, estão avaliando a possibilidade de cobrar valores adicionais para oferecer vantagens exclusivas, como lançamentos antecipados de músicas. Essa estratégia busca atrair fãs mais engajados, dispostos a pagar mais por acesso antecipado e conteúdos exclusivos.

Além disso, há discussões sobre a inclusão de benefícios extras em planos super premium, como o acesso prioritário à compra de ingressos para shows de artistas populares. O objetivo é criar uma oferta mais personalizada e valiosa para os consumidores, que buscam não apenas música, mas também experiências exclusivas com seus artistas favoritos.

Continuar lendo

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade
Publicidade