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Temu abandona importações e foca no mercado local dos EUA

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Impacto das tarifas e adaptação ao novo cenário

A decisão da Temu vem em um momento em que outras grandes empresas de comércio eletrônico, como Alibaba e Shein, enfrentam problemas semelhantes. Além das tarifas mais altas, essas empresas também estão lidando com o fim da isenção tarifária, que antes beneficiava as pequenas encomendas vindas da China.

Antes dessas mudanças, a Temu e a Shein conseguiam manter os preços baixos, repassando as tarifas para os consumidores com uma cobrança adicional no momento da compra. No entanto, o aumento das tarifas resultou em preços mais altos para muitos produtos, com alguns itens chegando a ter um aumento de até 300% nos preços nos EUA.

A decisão de focar em comerciantes locais pode ser uma maneira de evitar o aumento dos preços para os consumidores. Porém, há uma preocupação de que os preços possam subir à medida que o estoque de produtos importados da China se esgota. Se as tarifas sobre as importações da China continuarem altas, com uma taxa de até 145%, os preços no mercado podem aumentar ainda mais.

As empresas terão que decidir se absorvem esses aumentos de custo ou se repassam para os consumidores. Grandes varejistas dos EUA, como Walmart e Target, podem ser forçados a absorver parte das tarifas para não repassar o impacto total aos consumidores, o que afetaria suas margens de lucro e poderia prejudicar suas ações no mercado financeiro.

A situação é complexa, já que a maioria dos fornecedores chineses não está disposta a absorver o impacto das tarifas, o que gera incertezas sobre a duração dessas taxas extras e sobre como as empresas poderão gerenciar os custos das importações.

A Amazon, por exemplo, anunciou recentemente que não mostraria o custo das tarifas sobre seus produtos, o que gerou críticas da Casa Branca e do ex-presidente Trump. Isso reflete a pressão sobre os grandes varejistas dos EUA para gerenciar os aumentos de custos de forma mais clara.

A mudança no modelo de negócios da Temu mostra não apenas os desafios impostos pelas tarifas, mas também o esforço da empresa para se ajustar a um novo cenário de consumo, no qual o foco em produtos locais pode ser essencial para manter sua competitividade. Assim, a empresa tenta equilibrar os interesses dos consumidores americanos com as necessidades dos comerciantes locais, enquanto se adapta a um mercado em constante transformação.

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Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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