Plataformas da Ásia reforçam presença no Brasil
Empresas asiáticas vêm ganhando cada vez mais espaço no comércio online brasileiro. A Shopee, de origem tailandesa, se firmou como uma das líderes em vendas e audiência, mudando seu foco de cliente para cliente (C2C) para empresa para cliente (B2C), o que aumentou o valor médio das compras. Em 2023, a Shopee superou a Shein em vendas, chegando a cerca de R$ 20 bilhões.
A Shein também está se adaptando. A empresa considera o Brasil seu mercado mais importante fora da China. Ela vem investindo no marketplace local, que já responde por 60% das vendas, e busca reduzir a dependência de produtos importados.
Outra marca que chegou recentemente ao país é a Temu, que estreou em 2024 e tem apostado fortemente em anúncios para se tornar mais conhecida. A estratégia é adaptar seu modelo às preferências do consumidor brasileiro.
Mesmo que os resultados dessas empresas ainda não estejam refletidos nas estimativas de crescimento do setor — previsto em 16% ao ano até 2027 —, a competição deve ficar mais intensa com a entrada do TikTok Shop.
No modelo de negócios, o TikTok Shop cobra comissões variáveis sobre as vendas. A plataforma também oferece uma Central de Afiliados, com dois tipos de parcerias: uma aberta, onde qualquer influenciador qualificado pode promover produtos, e outra fechada, com convites diretos para ações específicas. As comissões variam de acordo com o acordo entre marca e criador de conteúdo.
A entrada do TikTok Shop reforça uma tendência mundial: a união entre redes sociais e comércio eletrônico. Com isso, o Brasil passa a ser um dos focos dessa transformação, e o TikTok se posiciona como um dos novos e fortes concorrentes nessa disputa.
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