Colheita avança e mercado interno sente a pressão
A pressão sobre os preços não se limita às bolsas internacionais. No Brasil, o ritmo acelerado da colheita também influencia diretamente o comportamento do mercado. Quase metade da safra de café arábica já foi colhida, segundo a Cooxupé. A cooperativa indica que 49,3% da colheita de arábica foi finalizada até o dia 11 de julho. Já a consultoria Safras & Mercado estima que 69% da safra total de café (arábica e robusta) no país já foi colhida.
O avanço da colheita aumenta a oferta de café no mercado, o que pode derrubar os preços mesmo sem grandes variações cambiais. Além disso, a expectativa de uma possível quebra na safra de arábica, estimada entre 10% e 30% dependendo da região, traz incerteza ao setor. Apesar da possibilidade de menor produção, o volume colhido até agora tem sido suficiente para pressionar os preços no curto prazo.
No mercado físico brasileiro, as cotações variaram bastante durante o dia. Em Maringá (PR), o café arábica tipo 6 teve alta de 3,33%, sendo vendido a R$ 1.550 por saca. Já em Varginha (MG), o mesmo tipo caiu 2,56%, com valor de R$ 1.900 por saca.
Em Araguari (MG), a queda foi ainda maior, de 5,26%, com o produto cotado a R$ 1.800 por saca. O café cereja descascado, uma variação mais valorizada do grão, também teve queda em várias regiões. Em Varginha, por exemplo, foi cotado a R$ 1.900 por saca, com recuo de 5%.


