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Infância interrompida: trabalho infantil volta a subir no Brasil após mínima histórica

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Perfil das crianças em situação de trabalho

Os dados indicam desigualdade de gênero e raça entre os jovens que trabalham. Meninos representam 66% do total, com rendimento médio mensal de R$ 924, enquanto meninas são 34% e recebem R$ 693, uma diferença de mais de R$ 230.

O recorte racial também evidencia desigualdade. Crianças e adolescentes pretos ou pardos correspondem a 66% dos trabalhadores infantis, com renda média de R$ 789, contra R$ 943 recebidos por crianças brancas, que representam 32,8% do total.

Em termos regionais, o Nordeste concentra o maior número de casos, com 547 mil crianças e adolescentes, seguido pelo Sudeste, com 475 mil. O Norte registrou 248 mil, o Sul 226 mil e o Centro-Oeste 153 mil.

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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