Saúde, seguros e construção investem em digitalização e processos mais rápidos
A farmacêutica EMS reforçou sua posição ao desenvolver as primeiras canetas de GLP-1 produzidas inteiramente no Brasil, que são medicamentos usados para controle de peso e diabetes. Com mais de 800 cientistas e investimentos bilionários em pesquisa, a empresa também usa IA para acelerar o desenvolvimento de novos medicamentos.
A expectativa para os próximos anos inclui crescimento de produção, novos laboratórios e até a entrada no mercado de medicamentos à base de semaglutida quando a patente do Ozempic cair.
No setor de construção, a MRV apostou em industrialização e tecnologia para acelerar obras e reduzir custos. A empresa fabrica módulos completos em galpões industriais e apenas encaixa as peças nos prédios em construção. A estratégia diminui erros, reduz desperdício e aumenta previsibilidade. Além disso, a companhia usa modelagem digital (BIM — Building Information Modeling), assistentes virtuais para corretores de imóveis e ferramentas de IA para engenheiros, tornando a operação mais rápida e padronizada.
A seguradora Porto passou por uma grande reorganização e criou um ecossistema digital que integra seguros, saúde, banco e serviços. Uma plataforma de IA analisou milhares de horas de atendimento para identificar falhas e oportunidades.
A empresa uniu diversas áreas para oferecer serviços centralizados no aplicativo, hoje com mais de 4,4 milhões de usuários. Com isso, ampliou receita, aumentou eficiência e fortaleceu a marca, que alcançou posições expressivas em rankings nacionais.


