O E-commerce no Brasil deve alcançar um faturamento aproximado de R$ 260 bilhões em 2026, resultado apontado pelo estudo E-Consumidor 2026, realizado pela plataforma Nuvemshop em parceria com a empresa de pesquisa Opinion Box, que refletem a evolução do comportamento de compra dos consumidores digitais no país.
A projeção está alinhada com estimativas similares da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOM), que prevê um crescimento de cerca de 10% no faturamento do setor em relação a 2025, o que colocaria o volume em cerca de R$ 258,4 bilhões em 2026.

A pesquisa aponta que os compradores online brasileiros estão combinando diferentes canais antes de finalizar uma compra, incluindo marketplaces, redes sociais e sites próprios das marcas, o que mostra um panorama mais complexo e estratégico de comportamento.
A relevância dos marketplaces está diretamente ligada a fatores como competitividade de preços, citada por 57% dos entrevistados, e facilidade de navegação e rapidez na finalização da compra, mencionada por 55,3% dos participantes. Esses aspectos influenciam diretamente o momento da compra, especialmente em um ambiente digital cada vez mais disputado.
Benefícios adicionais e incentivos influenciam decisões
Além do preço e da usabilidade, benefícios extras ganham destaque na decisão de compra. O estudo mostra que frete grátis é um diferencial para 67,4% dos consumidores, indicando que a gratuidade na entrega segue como um fator decisivo para a conclusão da compra. Outros incentivos, como programas de pontos e benefícios (32,8%), descontos diretos (32,7%) e ofertas de cashback (24,8%), também são citados como elementos que podem aumentar a conversão e fidelizar o cliente.
Esse cenário evidencia que o mercado online brasileiro já não é movido apenas pela presença digital, mas pela qualidade da experiência e pelos diferenciais oferecidos aos consumidores.
Crescimento esperado em compradores, pedidos e tíquete médio
As projeções de mercado para 2026 vão além do faturamento. A ABIACOM estima que o número de compradores online no Brasil deve crescer cerca de 2,5%, atingindo 96,87 milhões de pessoas, enquanto o volume de pedidos pode chegar a 457,38 milhões, um aumento de 5% em comparação com 2025.
Além disso, o valor médio gasto por compra deve subir 4,7%, alcançando R$ 564,96, o que indica um aumento da base de consumidores, do engajamento do consumidor, além do crescimento do poder de compra nas transações online.
O conjunto desses indicadores sugere que o e-commerce brasileiro continua em expansão, acompanhando a digitalização dos hábitos de consumo e a preferência por compras mais ágeis e vantajosas, que facilitam a rotina.
Panorama de comportamento do consumidor digital
Outras análises do E-Consumidor 2026 apontam mudanças importantes no comportamento de compra dos consumidores digitais brasileiros. Um tema relevante é a “neofobia”, fenômeno em que parte dos compradores se sente sobrecarregada pela grande quantidade de ofertas e informações, o que faz com que eles decidam buscar outras marcas e canais de compra mais familiares.
Isso se traduz em altas taxas de recompra em lojas virtuais próprias das marcas (modelo Direct to Consumer ou D2C), com 46,5% dos clientes retornando a esses sites, contra 30% nos marketplaces, segundo o relatório.
Além disso, mais da metade dos consumidores prefere comprar diretamente no site oficial da marca quando preço e prazo de entrega são equivalentes ao dos marketplaces. Isso indica que a confiança e a experiência percebida no processo da compra impactam a decisão final do consumo.