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Álbum da Copa 2026: apreensões de figurinhas falsas disparam; veja como evitar prejuízos

A paixão dos brasileiros pelo álbum oficial da Copa do Mundo 2026 vem acompanhada de um problema que pesa no bolso: a comercialização de figurinhas e álbuns falsificados. O aumento das reclamações de consumidores, apreensões milionárias de produtos piratas e golpes aplicados pela internet têm acendido o alerta de autoridades e colecionadores.

Dados do Procon-SP mostram que as queixas relacionadas ao álbum da Copa cresceram de forma acelerada. Em abril foram registradas 34 reclamações, número que saltou para 109 em maio, um aumento de aproximadamente 220%. Entre os principais problemas relatados estão a venda de produtos falsos, anúncios enganosos e golpes financeiros em redes sociais.

O avanço da pirataria levou as forças de segurança a intensificarem ações de combate ao comércio ilegal. Em operações recentes, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200 mil figurinhas falsificadas em Nova Iguaçu, enquanto o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo confiscou aproximadamente 85 mil álbuns e figurinhas ilegais, resultando em cinco prisões em flagrante.

Ao adquirir produtos piratas, o consumidor gasta centenas de reais em mercadorias sem valor comercial, sem qualidade e sem qualquer possibilidade de troca oficial com a editora responsável. Além disso, o prejuízo afeta a economia formal, prejudicando os comerciantes autorizados, além de reduzir a arrecadação de impostos.

Operações policiais em vários estados apreendem milhares de produtos falsificados da Copa 2026; Procon orienta comprar apenas em pontos de venda autorizados | Foto: Reprodução/ PCRJ/Divulgação
Operações policiais em vários estados apreendem milhares de produtos falsificados da Copa 2026; Procon orienta comprar apenas em pontos de venda autorizados | Foto: Reprodução/ PCRJ/Divulgação

Como identificar figurinhas da Copa 2026 falsificadas?

Para não jogar dinheiro fora, o colecionador deve ficar atento aos detalhes físicos do produto. O preço de tabela oficial serve como sua primeira barreira de defesa. Desconfie imediatamente de valores muito abaixo do mercado praticado em bancas e distribuidores oficiais.

Fique atento aos seguintes sinais de pirataria:

  • Impressão gráfica com baixa definição, cores desbotadas, borrosas ou sem o brilho padrão das figurinhas cromadas originais.
  • Textura do papel mais grossa, porosa ou excessivamente fina se comparada ao original.
  • Acabamento com cortes desalinhados nas bordas e erros de grafia nas embalagens.
  • Ausência de informações do fabricante e lacres dos pacotes com aparência de violação ou reutilização.

Caiu em um golpe do Pix? Saiba o que fazer para recuperar o dinheiro

Se você realizou um pagamento via Pix por um lote de figurinhas e percebeu que era um golpe, o Procon e as instituições financeiras recomendam agir rápido para mitigar as perdas financeiras:

  1. Acione o Mecanismo Especial de Devolução (MED): Entre em contato imediatamente com o seu banco e informe que foi vítima de um golpe. O banco pode iniciar um bloqueio preventivo do saldo na conta do destinatário para tentar reaver o valor.
  2. Registre um Boletim de Ocorrência (B.O.): A maioria dos estados permite o registro online por estelionato ou fraude eletrônica. O B.O. é um documento essencial para dar andamento aos trâmites bancários.
  3. Formalize a queixa no Procon: Guarde todos os prints de conversas, links de anúncios e o comprovante de pagamento para embasar a reclamação nos órgãos de defesa do consumidor.

Para compras seguras, a recomendação de ouro é evitar negociações diretas por aplicativos de mensagens, desconfiar de descontos excessivos e nunca realizar pagamentos fora das plataformas oficiais de e-commerce que oferecem garantia de reembolso.

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