Impacto pode chegar ao consumidor?
Os aumentos expressivos no custo do trabalho podem gerar três efeitos principais que podem ser sentidos pela população, sendo eles: reajuste de preços, redução de contratações e corte de benefícios.
Se parte desse aumento for repassado para a população, pode haver pressão sobre preços, especialmente em setores como varejo e serviços.
Entidade defende negociação coletiva
A FecomercioSP argumenta que mudanças na jornada deveriam continuar sendo tratadas por meio de convenções coletivas e acordos coletivos de trabalho. Segundo a entidade, embora a jornada legal seja de 44 horas, a média efetivamente negociada no Brasil é de 39 horas semanais.
Alguns setores já adotam as opções de utilização do bancos de horas, jornadas flexíveis e reduções negociadas com compensação em períodos de maior demanda. Para a federação, uma imposição geral poderia limitar a capacidade de adaptação de cada setor.
O que está em debate?
A proposta de extinguir a escala 6×1 tem como argumento principal:
- Melhorar qualidade de vida;
- Reduzir desgaste físico e mental;
- Aumentar equilíbrio entre vida pessoal e trabalho.
O que o trabalhador precisa saber?
Caso a mudança seja aprovada, a jornada semanal pode ser reduzida e o salário mensal pode ser mantido (dependendo do texto final), porém, as empresas poderão rever escalas e contratações, mas ainda não há definição final sobre como a medida seria implementada nem sobre eventual fase de transição.
O debate sobre o fim da escala 6×1 envolve dois pontos centrais: qualidade de vida e sustentabilidade econômica. Enquanto trabalhadores defendem mais tempo de descanso, o setor empresarial alerta que a conta pode chegar ao emprego e aos preços.


