A morte do cantor Rick Sollo, da dupla Rick e Renner, em um acidente de helicóptero em Santa Catarina, chamou atenção para um meio de transporte que movimenta um mercado expressivo no Brasil. Os valores para contratar uma viagem podem chegar a R$ 20 mil, dependendo do modelo da aeronave e do trajeto.
Segundo estimativas da Paytrack, empresa de viagens corporativas, uma viagem de helicóptero pode custar entre R$ 3.500 e R$ 12 mil nos modelos para até três passageiros. Nas aeronaves que levam até cinco pessoas, os preços estimados ficam entre R$ 6 mil e R$ 20 mil.
O mercado também tem uma presença significativa no país. São Paulo concentra a maior frota de helicópteros do mundo, com 411 aeronaves cadastradas, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Quanto custa uma viagem de helicóptero?
O preço varia conforme a distância e o tipo de aeronave. Entre São Paulo e Campinas, por exemplo, o voo dura cerca de 30 a 40 minutos. A estimativa é de R$ 4 mil a R$ 7 mil para um helicóptero com até três passageiros e de R$ 7 mil a R$ 12 mil para um modelo com capacidade para até cinco pessoas.
No trajeto entre São Paulo e o litoral norte, com destinos como Guarujá e Riviera, a viagem leva de 35 a 50 minutos. O custo estimado fica entre R$ 5 mil e R$ 8 mil no modelo menor e entre R$ 8 mil e R$ 14 mil no maior.
Entre Rio de Janeiro e Angra dos Reis, o voo dura aproximadamente de 45 a 60 minutos. Nesse caso, os valores ficam entre R$ 6 mil e R$ 9 mil para até três passageiros e de R$ 9 mil a R$ 15 mil para até cinco.
Em Belo Horizonte e Ouro Preto, o trajeto é mais curto, com duração estimada de 25 a 35 minutos. O preço varia de R$ 3.500 a R$ 6 mil no helicóptero para até três pessoas e de R$ 6 mil a R$ 10 mil no modelo maior.
Já a viagem entre Curitiba e Florianópolis leva de 60 a 80 minutos. A estimativa fica entre R$ 8 mil e R$ 12 mil para até três passageiros e pode chegar a R$ 20 mil para até cinco.
Os valores são estimativas da Paytrack. Para saber o preço de uma viagem específica, é necessário procurar empresas especializadas em fretamento de helicópteros, empresas de viagens corporativas ou agências que ofereçam serviço de táxi aéreo.
Por que esse mercado movimenta tanto dinheiro?
O helicóptero é usado em viagens nas quais o passageiro busca reduzir o tempo de deslocamento e ter mais flexibilidade de horários e rotas. A aeronave também pode pousar em helipontos localizados em áreas urbanas, rurais ou industriais, facilitando o acesso a locais que não possuem aeroportos.
Esse mercado vem crescendo no país. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro, da ANAC, a frota de aviação executiva, que inclui helicópteros, passou de 9.460 aeronaves em maio de 2022 para 11.362 em maio de 2026. O aumento foi de 20,1% em quatro anos.
Os números ajudam a dimensionar a presença desse tipo de transporte no Brasil. Ao mesmo tempo em que a frota cresceu, o país também registrou um número elevado de mortes em acidentes com helicópteros em 2026.
Acidentes também fazem parte dos números do setor
Até terça-feira, 22 de setembro, o Brasil havia registrado 21 mortes em cinco acidentes fatais com helicópteros neste ano. O número inclui as cinco vítimas da queda em Santa Catarina, entre elas Rick Sollo.
Segundo o Painel Sipaer, da Força Aérea Brasileira (FAB), esse é o segundo maior número de mortes em acidentes com helicópteros desde 2016. A maior marca da série foi registrada em 2018, quando 24 pessoas morreram.
Em 2025, foram sete mortes e, em 2024, 15. Os acidentes com helicópteros representam 43% dos óbitos registrados em acidentes aéreos no país neste ano. A média brasileira é de 16 acidentes com esse tipo de aeronave por ano.
O setor tem presença relevante e vem ampliando sua frota, ao mesmo tempo em que enfrenta registros de acidentes que chamam atenção para os riscos envolvidos nesse tipo de transporte.


