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Brasil é referência global em IA no setor financeiro, afirma diretor da NVIDIA

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O banco de 2030: antecipando necessidades

Para o futuro, Márcio acredita que o maior diferencial competitivo será a capacidade de se tornar realmente “inteligente”. “Um banco inteligente é aquele que consegue se antecipar à ideia ou vontade do cliente, percebendo padrões de consumo e oferecendo um serviço antes mesmo que ele procure. Isso vale para qualquer negócio, mas é o grande desafio de todas as indústrias hoje”, afirma.

Ele também vê evolução no atendimento a empresas. “Já existe um planejamento bem elaborado usando previsibilidade para estimar custos de investimento e impacto nos negócios. É um processo em constante evolução, sem um grau de maturidade definitivo. Até 2030, novas ideias e necessidades vão surgir, e a IA vai se tornando cada vez mais inteligente e estratégica.”

Infraestrutura e lacunas tecnológicas

Apesar do avanço, Márcio reconhece que existem lacunas de infraestrutura tecnológica no país. Para ele, essas lacunas não representam um problema, mas sim uma consequência natural da rápida evolução. “Com a IA generativa e a melhoria na previsão de estatísticas de mercado e preços de ações, a demanda por infraestrutura só aumenta. É algo que estará sempre em constante evolução.”

Os grandes bancos, afirma, já perceberam a necessidade de estar próximos de empresas de tecnologia. “As startups trazem ideias novas e peculiares, adaptadas às necessidades de cada banco tradicional que deseja continuar inovando.”

Impacto econômico e inclusão

Márcio destaca que a adoção acelerada da IA tem potencial de gerar ganhos significativos de produtividade e competitividade, além de atrair novos talentos. “Todos buscam adotar conceitos computacionais para serem mais competitivos. Para isso, é preciso ter infraestrutura capaz de atrair jovens que já chegam com novas ideias.”

Quanto à influência nos juros, ele explica que esse é um fator mais ligado ao cenário macroeconômico global. No entanto, tecnologias como o Open Finance já permitem que correntistas compartilhem dados entre diferentes bancos para obter melhores condições. “Isso cria uma disputa acirrada e justa, beneficiando diretamente o cliente com pacotes mais atrativos e taxas mais competitivas.”

Um futuro em constante evolução

Para Márcio, a jornada da inteligência artificial no setor financeiro brasileiro está apenas começando. “Não existe um ponto final. Cada avanço traz novas ideias e desafios. O papel dos bancos será ajustar continuamente suas estratégias para oferecer o melhor atendimento aos clientes, usando a IA como ferramenta central de competitividade e inovação.”

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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