Tecnologia e emoção lado a lado
O projeto impressiona pela fusão equilibrada entre recursos tecnológicos de ponta e um cuidado artesanal, quase íntimo, com cada detalhe. “Foi um espanto com o convite, um misto de ‘vamos nos jogar’ e de preocupação, porque nunca havia sido feito algo assim. Com o uso de tecnologia e diferentes softwares, conseguimos transformar essa ideia em realidade”, revelou Pedro Antonio Garavaglia, diretor criativo e sócio do Radiográfico.
Ao lado de Fernanda Guizan, head de design do estúdio, e de mais 18 profissionais, Pedro liderou um trabalho minucioso que envolveu pesquisa, experimentação e adaptação constantes. “Foi um processo de descobrir como tirar a emoção de cada música. Cada uma delas recebeu sua própria identidade visual, mas num conjunto coeso, que garantisse unidade e resistência ao longo da turnê”, destacou Fernanda.
Olivia Ribeiro Ferreira, também diretora criativa e sócia do estúdio, explica que o segredo esteve no equilíbrio entre conceito e operação. “Nosso processo criativo parte do pensar e do produzir. Estudamos o setlist, entendemos o que funciona e o que não, e pensamos também em como esse projeto vai operar no mundo real. O Gil é assim: atento, mas sem embarcar em tendências vazias. Ele está no vórtex, vem da terra e vai ao céu”, afirmou.


