O impacto financeiro
A relação entre CLT e criação de conteúdo não se limita à visibilidade. Também envolve a forma como os criadores encaram suas produções como um negócio.
“É muito importante que o criador de conteúdo pense na criação como uma carreira. Se marcas estão contratando pessoas para isso, existe um potencial financeiro real. Mesmo sendo CLT, o criador pode atuar como PJ (pessoa jurídica) no digital e precisa olhar para sua produção como um empreendimento”, destacou Jeff.
Esse ponto é relevante porque, segundo a pesquisa Creators e Negócios 2024 da YOUPIX, 68% dos criadores brasileiros ainda não têm CNPJ (Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica). A informalidade pode limitar as oportunidades de contratos com empresas maiores, que exigem emissão de nota fiscal.
Marcas de olho na tendência
Empresas já percebem o potencial de ter seus funcionários como porta-vozes digitais. Essa estratégia aproxima consumidores e reforça a imagem de transparência. No entanto, exige políticas claras para evitar vazamentos de informações sensíveis ou exposição negativa.
O movimento também pode ampliar o alcance de marcas em mercados regionais, já que criadores locais têm conseguido atrair grande engajamento. A profissionalização desses criadores pode representar uma nova frente de negócios para companhias que buscam comunicação direta com seus públicos.


