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Baixada Fluminense pede vez: painel na RIW cobra descentralização de recursos culturais e turísticos

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Com cerca de quatro milhões de habitantes, a Baixada Fluminense é uma das regiões mais populosas do estado do Rio de Janeiro e também uma das mais esquecidas quando o assunto é investimento em cultura. Foi esse o pano de fundo do painel “Cultura, Turismo e Inovação”, realizado na RIW POP e Tech, que reuniu lideranças culturais, gestores públicos e ativistas sociais da região para debater um problema recorrente: por que uma área tão relevante em termos demográficos, históricos e culturais segue recebendo uma fração mínima dos incentivos públicos e privados destinados ao setor.

Leandro Monteiro, secretário municipal de Turismo, Eventos e Juventude de Nilópolis e presidente da Instância de Governança Regional Baixada Verde, defendeu que o turismo pode ser a porta de entrada para desconstruir estigmas históricos associados à região. Segundo ele, mesmo quem vive na Baixada carrega “uma dose de preconceito enorme enraizada”, fruto de um discurso repetido desde a infância de que o caminho natural é “ganhar dinheiro e sair” do território.

Baixada Fluminense pede vez: painel na RIW cobra descentralização de recursos culturais e turísticos
O produtor cultural Wesley Teixeira trouxe ao debate uma leitura econômica pouco explorada nas discussões sobre o setor | Foto: Edu Carvalho / Super Finanças

Para ele, a cultura não deve ser tratada apenas como capital social, mas sim geradora de emprego, renda e desenvolvimento territorial, e falta reconhecimento desse papel nas políticas públicas.

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Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

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