Com cerca de quatro milhões de habitantes, a Baixada Fluminense é uma das regiões mais populosas do estado do Rio de Janeiro e também uma das mais esquecidas quando o assunto é investimento em cultura. Foi esse o pano de fundo do painel “Cultura, Turismo e Inovação”, realizado na RIW POP e Tech, que reuniu lideranças culturais, gestores públicos e ativistas sociais da região para debater um problema recorrente: por que uma área tão relevante em termos demográficos, históricos e culturais segue recebendo uma fração mínima dos incentivos públicos e privados destinados ao setor.
Leandro Monteiro, secretário municipal de Turismo, Eventos e Juventude de Nilópolis e presidente da Instância de Governança Regional Baixada Verde, defendeu que o turismo pode ser a porta de entrada para desconstruir estigmas históricos associados à região. Segundo ele, mesmo quem vive na Baixada carrega “uma dose de preconceito enorme enraizada”, fruto de um discurso repetido desde a infância de que o caminho natural é “ganhar dinheiro e sair” do território.

Para ele, a cultura não deve ser tratada apenas como capital social, mas sim geradora de emprego, renda e desenvolvimento territorial, e falta reconhecimento desse papel nas políticas públicas.


