Um dos nomes mais aguardados do primeiro dia do Rio Innovation Week (RIW) foi o da ativista, escritora e defensora global do direito à educação Malala Yousafzai. Nesta terça-feira, quatro de agosto, ela participou da palestra “Uma conversa com Malala”, ao lado da repórter e apresentadora da TV Globo Lillian Ribeiro.

Um dos principais pontos discutidos foi o avanço da inteligência artificial e a necessidade de considerar diferentes grupos no desenvolvimento dessas tecnologias.
Malala ressaltou tanto os riscos quanto os potenciais benefícios da inteligência artificial, criticando o fato de a tecnologia, como é desenvolvida hoje, não levar em conta os interesses das mulheres e de comunidades sub-representadas.
“Com base na minha experiência pessoal, acredito que precisamos refletir sobre como a IA está sendo projetada. Percebemos que, por padrão, ela não inclui mulheres e meninas, nem leva em conta as perspectivas de comunidades sub-representadas. Então, penso na questão do design e em como podemos corrigir essas falhas. Por outro lado, há também a questão do consumo da IA. Ela tornou a educação acessível, o que é algo positivo”, disse a paquistanesa.
A educação apareceu também entre os pontos positivos relacionados ao uso da tecnologia. Segundo Malala, a inteligência artificial ampliou o acesso ao ensino em países onde a educação é interrompida por conflitos ou outras crises.





A participação da ativista ocorreu em uma edição do RIW que tem a inteligência artificial entre os assuntos presentes na programação. Neste ano, o evento tem como tema “Simbiose: o futuro não acontece isolado” e propõe discutir como diferentes áreas do conhecimento podem dialogar diante dos desafios atuais.


