A programação do Rio Market desta sexta-feira, 2 de outubro, teve uma série de encontros dedicados à indústria audiovisual da Coreia do Sul, com discussões sobre produção, financiamento, modelos de negócios e oportunidades de parceria com profissionais brasileiros.
Realizadas pelo RioSeminars, as atividades apresentaram diferentes aspectos do mercado sul-coreano e abordaram caminhos para produtores interessados em desenvolver projetos em parceria com empresas e profissionais daquele país.

As conversas abordaram estratégias que ajudaram o setor audiovisual da Coreia do Sul a conquistar espaço no cinema, na televisão e no streaming..
Como funciona o mercado audiovisual da Coreia do Sul?
Um dos encontros foi dedicado à estrutura da indústria sul-coreana e ao fenômeno conhecido como Hallyu, ou Onda Coreana, movimento associado à expansão da cultura do país pelo mundo.
O painel “Entendendo o Mercado Audiovisual da Coreia do Sul” discutiu as estratégias de financiamento, as características da produção e as oportunidades de parceria entre os mercados brasileiro e sul-coreano.
Participaram da conversa Andy Yoon, produtor da MoonWatcher, e Eun-young (Ellie) Oh, CEO e produtora da EO Content Group, com mediação de Pedro Souza, presidente do Conselho de Financiamento da Indústria da FICA.
A discussão apresentou aspectos da organização do setor sul-coreano e possibilidades de conexão com profissionais brasileiros interessados em cinema, televisão e streaming.
Os caminhos para entrar no mercado sul-coreano
Outro encontro aprofundou as possibilidades de aproximação entre produtores brasileiros e a indústria da Coreia do Sul. Com o título “Como a indústria audiovisual da Coreia do Sul funciona”, a apresentação abordou instituições como a KOFIC e a KOCCA, além de questões jurídicas, financeiras e estratégicas relacionadas às coproduções entre os dois países.
A atividade, apresentada como “Gateway para o Hallyu”, também tratou de como estruturar projetos, buscar financiamento, proteger direitos e utilizar o business matching para criar parcerias comerciais.
O encontro contou com David Woong-jin Park, diretor da Korean Creative Content Agency (KOCCA), e Serena Park, CEO da Hanmaum S. Produções e Distribuição.
A discussão mostrou que uma parceria internacional envolve diferentes etapas, desde a estruturação de um projeto até questões relacionadas a financiamento, direitos e negociação com possíveis parceiros.
O que a Coreia do Sul pode ensinar ao audiovisual?
A programação também teve uma apresentação voltada à transformação da indústria sul-coreana. Em “Coreia do Sul em Foco: Um caso que está transformando a indústria”, Ellie Oh, CEO e produtora da EO Content Group, apresentou um estudo de caso sobre a expansão internacional do setor.
O encontro abordou modelos de negócios, estratégias de coprodução global e a expansão da cultura coreana para outros mercados.
A apresentação discutiu como a indústria audiovisual do país passou a alcançar públicos internacionais e quais estratégias podem ser observadas por profissionais interessados em compreender esse crescimento. Ellie Oh participou como palestrante, com mediação de Serena Park.
Rio Market promove conexões entre produtores brasileiros e sul-coreanos
A aproximação entre os dois mercados também ganhou um espaço dedicado ao networking. O encontro “Brasil + Coreia do Sul: Encontro de Produtores” foi pensado para colocar profissionais brasileiros e sul-coreanos em contato e discutir possibilidades de negócios.
A atividade teve como foco novos projetos audiovisuais, oportunidades de coprodução internacional, troca de experiências e criação de parcerias estratégicas.
Andy Yoon, produtor da MoonWatcher, participou do encontro, que teve mediação de Pedro Souza, da FICA.
Com diferentes atividades ao longo do dia, o RioSeminars apresentou aos profissionais brasileiros aspectos do funcionamento da indústria audiovisual sul-coreana e possibilidades de aproximação entre os dois mercados.
A programação reuniu temas que vão desde financiamento e produção até direitos, negócios e coprodução, mostrando diferentes caminhos para quem busca desenvolver projetos em parceria internacional.


