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Rio Market 2026 abre 26ª edição com inovação e novas oportunidades no audiovisual

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O Rio Market, braço de negócios do Festival do Rio, abriu sua 26ª edição com uma mesa dedicada a investimento, inovação e à relação entre o setor audiovisual e o público.

Com o slogan “O futuro é agora”, o evento chega a 2026 com um histórico de mais de 11 mil rodadas de negócios e mais de 4,2 mil seminários e workshops realizados ao longo de suas edições.

Rio Market abre 26ª edição com foco em inovação, criatividade e novas janelas para o audiovisual
A expectativa é de grande público no mercado e nas mostras | Foto: Edu Carvalho / SuperFinanças

O Festival do Rio começa nesta quinta-feira, de 1º a 11 de outubro, e a Première Brasil, principal vitrine do evento, selecionou 101 filmes entre mais de 400 longas e mais de mil curtas inscritos.

Quinze deles terão estreia mundial no festival. Na competição, 45 filmes disputam o Troféu Redentor, e a programação inclui ainda cinco séries nacionais.

Patrocínio como política cultural no Rio Market

Primeira a falar, Leise Duarte, coordenadora de Parcerias Estratégicas e Patrocínio da Shell Brasil, contou que está há 27 anos na empresa e que seu sonho sempre foi contribuir para a cultura, especialmente produzindo conteúdo audiovisual. A Shell, que é patrocinadora master do festival, organiza sua atuação cultural em três linhas estratégicas.

A primeira é o legado: a construção e a guarda da memória cultural, com apoio a institutos culturais e à formação de identidade. A segunda é o fomento à economia criativa, com foco em políticas, acesso e parcerias. A terceira é equidade, diversidade e inclusão, que inclui um prêmio dedicado ao tema e a preocupação de manter as ações acessíveis. Segundo Leise, as três frentes agregam valor ao portfólio da empresa.

“Estamos sempre falando de inovação”

Walkiria Barbosa, diretora do Festival do Rio, agradeceu o patrocínio e afirmou que as discussões sobre políticas e informação do mercado não aconteceriam sem uma empresa como a Shell ao lado do evento. Para ela, investir na indústria passa também por participar dos eventos, a partir dos quais coisas importantes acontecem.

Walkiria lembrou que o mercado já trouxe ao Rio os criadores de plataformas que mudaram o setor, numa época em que ninguém imaginava a existência do streaming e o conteúdo para celular estava apenas começando.

“No nosso setor as coisas estão sempre evoluindo. Os filmes vão evoluindo”, disse.

Na avaliação dela, o desafio é se apropriar da inovação para seguir levando público às salas de cinema e à televisão. Ela destacou ainda que a marca do evento está forte, dentro e fora do país.

O papel do poder público

Mauricio Hirata, diretor de Investimentos da RioFilme, falou sobre a mudança no consumo: a tela de televisão na sala hoje é continuidade do celular, e vice-versa. Do ponto de vista do poder público, disse, o papel é estimular o setor e entender como se comunicar com esse consumidor, as novas janelas e a melhor forma de conectá-las.

“O desafio do que produzir e como chegar ao consumidor está posto a todos nós”.

Sobre o autor Edu Carvalho

Jornalista e apresentador. Com mais de uma década na comunicação, passou pela Globo, CNN, Revista Época. É colunista em Ecoa UOL e Projeto Colabora. Filho da Rocinha, cria do mundo.

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